CEC Conjuntival: Manejo Cirúrgico e Adjuvância com Crioterapia

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013

Enunciado

Na exérese de carcinoma espinocelular conjuntival extenso, qual das seguintes medidas adicionais teoricamente melhor evitaria tumor residual:

Alternativas

  1. A) Associar a crioterapia das margens conjuntivais.
  2. B) Uso da mitomicina a 0,04% intracameral.
  3. C) Lavagem do leito cirúrgico com álcool absoluto.
  4. D) Injeção intralesional de 5-fluorouracil.

Pérola Clínica

Exérese de CEC conjuntival + crioterapia de margens → ↓ Recorrência local.

Resumo-Chave

A técnica de 'no touch' associada à crioterapia das margens conjuntivais visa eliminar células neoplásicas microscópicas residuais, reduzindo a alta taxa de recidiva do CEC.

Contexto Educacional

O carcinoma espinocelular (CEC) da conjuntiva faz parte do espectro das neoplasias escamosas da superfície ocular (OSSN). É um tumor maligno com potencial de invasão local e, raramente, metástase. O tratamento padrão-ouro envolve a exérese cirúrgica com margens amplas (geralmente 4mm) associada à crioterapia das margens conjuntivais e da base (esclera). A crioterapia promove a lise celular através da formação de cristais de gelo intracelulares e isquemia microvascular, sendo crucial para o controle da doença residual microscópica.

Perguntas Frequentes

Por que utilizar crioterapia nas margens cirúrgicas do CEC conjuntival?

A crioterapia é utilizada para destruir células tumorais microscópicas que podem permanecer nas margens da conjuntiva adjacente após a exérese macroscópica, reduzindo significativamente o risco de recidiva local.

O que caracteriza a técnica 'no touch' na oncologia ocular?

É uma técnica que evita o contato direto dos instrumentos com o tumor para prevenir a semeadura de células neoplásicas em áreas sadias durante o procedimento cirúrgico.

Quais outras terapias adjuvantes podem ser usadas no CEC conjuntival?

Além da crioterapia, podem ser utilizados agentes quimioterápicos tópicos como a Mitomicina C, o 5-Fluorouracil (5-FU) ou o Interferon alfa-2b, especialmente em casos de doença extensa ou recorrente.

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