CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009
É correto afirmar com relação ao carcinoma espinocelular da conjuntiva:
CEC de conjuntiva + Jovem → Suspeitar de Xeroderma Pigmentoso ou HIV.
O CEC conjuntival está fortemente associado à exposição UV, sendo extremamente frequente e agressivo em pacientes com xeroderma pigmentoso devido à falha no reparo do DNA.
O carcinoma espinocelular (CEC) da conjuntiva faz parte do espectro das Neoplasias Escamosas da Superfície Ocular (OSSN). Embora as metástases à distância sejam raras (menos de 5%), a invasão local pode ser devastadora. O diagnóstico precoce e o tratamento agressivo são cruciais, especialmente em grupos de risco como pacientes com Xeroderma Pigmentoso ou imunossuprimidos (HIV). O uso de quimioterapia tópica revolucionou o prognóstico, permitindo tratamentos menos mutilantes em estágios iniciais.
O Xeroderma Pigmentoso (XP) é uma doença genética recessiva caracterizada pela deficiência no reparo de danos ao DNA causados pela radiação ultravioleta. Pacientes com XP têm um risco milhares de vezes maior de desenvolver neoplasias de pele e de superfície ocular, como o CEC de conjuntiva, frequentemente em idades muito precoces.
Além da excisão cirúrgica com margens amplas (técnica de 'no touch'), utilizam-se quimioterápicos tópicos como Mitomicina C, 5-Fluorouracil ou Interferon alfa-2b. Esses agentes ajudam a tratar a doença residual microscópica e focos de neoplasia intraepitelial, reduzindo as taxas de recorrência.
Quando o carcinoma espinocelular rompe as barreiras anatômicas e invade os fórnices ou a órbita, a cirurgia conservadora ou a evisceração/enucleação não são suficientes. Nesses casos de invasão profunda, a conduta indicada é a exenteração orbitária, que consiste na remoção completa do globo ocular e de todos os tecidos moles orbitários.
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