SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Mulher de 50 anos de idade, com carcinoma espinocelular de colo do útero que atinge o terço inferior da vagina, refere sangramento vaginal pequeno e diário. Não apresenta outras comorbidades e não é obesa. O tratamento indicado é
Carcinoma colo útero com acometimento terço inferior vagina → radioterapia é tratamento padrão.
O carcinoma espinocelular de colo do útero que atinge o terço inferior da vagina é classificado como estágio IIIB pela FIGO, e para este estágio, o tratamento padrão é a radioterapia externa com quimioterapia concomitante, seguida de braquiterapia, devido à extensão da doença que impede a cirurgia radical.
O carcinoma espinocelular de colo do útero é uma neoplasia ginecológica comum, e seu tratamento depende crucialmente do estadiamento. O acometimento do terço inferior da vagina, como descrito na questão, classifica a doença como estágio IIIB pela Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), indicando uma doença localmente avançada. Para o estágio IIIB, a cirurgia radical (histerectomia ampliada ou cirurgia de Wertheim-Meigs) não é a abordagem primária devido à extensão da doença, que pode envolver estruturas pélvicas e linfonodos. A radioterapia externa de pelve, combinada com quimioterapia à base de cisplatina (quimiorradioterapia concomitante), seguida de braquiterapia intracavitária, é o tratamento padrão ouro. A radioterapia visa erradicar as células tumorais no colo do útero, vagina e linfonodos pélvicos. A quimioterapia concomitante atua como radiossensibilizador, aumentando a eficácia da radiação. Este regime oferece as melhores taxas de controle local e sobrevida para pacientes com doença localmente avançada, sendo fundamental para a prática do residente.
O acometimento do terço inferior da vagina classifica o carcinoma de colo do útero como estágio IIIB pela FIGO, indicando doença localmente avançada.
A radioterapia é preferida para o estágio IIIB devido à extensão da doença, que geralmente torna a cirurgia radical inviável ou com altas taxas de morbidade, oferecendo controle local eficaz e preservação de órgãos.
Sim, a quimioterapia (geralmente cisplatina) é administrada concomitantemente à radioterapia externa, potencializando o efeito da radiação e melhorando os resultados oncológicos.
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