HSL Copacabana - Hospital São Lucas Copacabana (RJ) — Prova 2020
Mulher, 38 anos, GII PII A0, queixa-se de sangramento genital irregular. Ao exame, constatou-se lesão vegetante no lábio anterior do colo uterino medindo 2,0 cm. A biópsia revelou tratar-se de carcinoma espinocelular invasivo. Considerando-se que não há metástases a distância ou comprometimento dos paramétrios ao toque retal, qual o melhor tratamento?
Carcinoma espinocelular invasivo de colo uterino (estágio inicial) sem metástase/paramétrios → Histerectomia tipo III (Wertheim-Meigs).
O tratamento do carcinoma espinocelular invasivo do colo uterino em estágio inicial, sem comprometimento de paramétrios ou metástases a distância, é cirúrgico. A histerectomia tipo III (radical ou Wertheim-Meigs) é a abordagem padrão, removendo útero, paramétrios e terço superior da vagina, além de linfadenectomia pélvica.
O carcinoma de colo uterino é uma das neoplasias ginecológicas mais comuns, frequentemente associado à infecção persistente por HPV. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento. A apresentação clínica clássica inclui sangramento genital irregular, como o caso descrito. A biópsia é essencial para confirmar o diagnóstico histopatológico e o tipo de câncer, sendo o carcinoma espinocelular o mais frequente. O estadiamento do câncer de colo uterino é clínico, utilizando o sistema FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia), e é crucial para definir a melhor abordagem terapêutica. No caso de uma lesão invasiva de 2,0 cm sem comprometimento de paramétrios ou metástases a distância, estamos diante de um estágio inicial (geralmente IB1 ou IB2, dependendo do tamanho exato e profundidade de invasão). Para esses estágios iniciais, a cirurgia é o tratamento de escolha. A histerectomia tipo III, também conhecida como histerectomia radical ou cirurgia de Wertheim-Meigs, é o procedimento padrão. Ela envolve a remoção do útero, dos paramétrios (tecidos adjacentes ao colo que podem conter extensão microscópica da doença), do terço superior da vagina e uma linfadenectomia pélvica para avaliar o envolvimento linfonodal. Essa abordagem garante margens de segurança adequadas e a remoção de possíveis focos de disseminação regional, oferecendo as melhores chances de cura para a paciente.
Os sinais comuns incluem sangramento vaginal irregular (pós-coito, intermenstrual), corrimento vaginal anormal e dor pélvica. Em estágios iniciais, pode ser assintomático.
É uma histerectomia radical que remove o útero, os paramétrios (tecido conjuntivo e ligamentos laterais ao útero), o terço superior da vagina e os linfonodos pélvicos, sendo o tratamento padrão para câncer de colo uterino em estágios iniciais.
A radioterapia é indicada para estágios mais avançados da doença, quando a cirurgia não é possível, ou como adjuvante após a cirurgia em casos de fatores de risco como margens positivas ou linfonodos comprometidos.
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