Câncer de Colo Uterino: Diagnóstico e Sinais de Invasão

Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2019

Enunciado

Paciente de 50 anos de idade queixa-se de sangramento diário em pequena quantidade, de odor fétido, que aumenta de volume ao ter relação sexual. Ao exame especular, observa-se conteúdo vaginal sanguinolento, de forte odor e lesão friável, vegetante, 5 cm, ocupando o lábio posterior do colo e o terço superior da vagina. Relizada coleta de citologia oncológica cervicovaginal e biópsia da lesão, espera-se encontrar, respectivamente

Alternativas

  1. A) Citologia - atipia de significado indeterminado (ASC-US); biópisia - carcinoma de células claras
  2. B) Citologia - atipias em que não se pode descartar HSIL (ASC-H); biópisia - carcinoma indiferenciado
  3. C) Citologia - lesão intraepitelial escamosa de alto grau (LIA G); biópisia - adenocarcinoma 
  4. D) Citologia - carcinoma escamoso invasivo; biópisia - carcinoma espinocelular 

Pérola Clínica

Sangramento pós-coito + lesão friável/vegetante no colo → suspeita alta de carcinoma escamoso invasivo.

Resumo-Chave

O sangramento pós-coito e a presença de uma lesão vegetante e friável no colo uterino são sinais clássicos de câncer cervical avançado. A citologia deve refletir a invasão, e a biópsia confirmará o tipo histológico, sendo o carcinoma espinocelular o mais comum.

Contexto Educacional

O câncer de colo uterino, predominantemente causado pela infecção persistente por subtipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV), é uma das neoplasias ginecológicas mais comuns, especialmente em países em desenvolvimento. A detecção precoce através do rastreamento citopatológico é crucial para identificar lesões pré-invasivas, mas casos avançados ainda são frequentes, manifestando-se com sintomas como sangramento vaginal anormal, dor e corrimento fétido. A apresentação clínica de uma paciente com sangramento pós-coito, corrimento fétido e uma lesão vegetante e friável de 5 cm no colo uterino e terço superior da vagina é altamente sugestiva de um carcinoma invasivo. Nesses casos, a citologia oncológica cervicovaginal não deve apenas indicar atipias, mas sim um carcinoma escamoso invasivo, refletindo a extensão da doença. A biópsia da lesão é o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo, confirmando o tipo histológico, sendo o carcinoma espinocelular o mais prevalente. O manejo do câncer de colo uterino depende do estadiamento da doença, que envolve exames clínicos, de imagem e histopatológicos. A compreensão dos achados citológicos e histopatológicos em diferentes estágios da doença é fundamental para a conduta adequada, desde a conização para lesões pré-invasivas até a histerectomia radical, radioterapia e quimioterapia para casos invasivos e avançados.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais clínicos de câncer de colo uterino invasivo?

Os principais sinais incluem sangramento vaginal anormal (especialmente pós-coito), corrimento vaginal fétido, dor pélvica e, em casos avançados, lesões visíveis e friáveis no colo uterino.

Qual a importância da citologia e biópsia no diagnóstico do câncer cervical?

A citologia (Papanicolau) é um método de rastreamento que pode indicar lesões pré-invasivas ou invasivas. A biópsia da lesão é fundamental para confirmar o diagnóstico histopatológico e determinar o tipo de câncer.

Qual o tipo histológico mais comum de câncer de colo uterino?

O carcinoma espinocelular (ou carcinoma de células escamosas) é o tipo histológico mais comum de câncer de colo uterino, representando cerca de 80% dos casos.

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