PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
Em relação aos tumores de pele, assinale entre as afirmativas abaixo a alternativa CORRETA:
CEC em cicatrizes de queimaduras (Úlcera de Marjolin) → maior agressividade e risco de metástase.
O carcinoma espinocelular que surge em cicatrizes crônicas, como as de queimaduras (úlcera de Marjolin), é conhecido por seu comportamento mais agressivo, apresentando maior potencial de invasão local e metástase linfonodal, o que exige manejo mais vigilante.
O carcinoma espinocelular (CEC) é o segundo tipo mais comum de câncer de pele não melanoma, originando-se dos queratinócitos. Sua incidência está diretamente relacionada à exposição solar crônica, mas outros fatores como imunossupressão e lesões cutâneas crônicas também desempenham um papel significativo. Compreender suas características e fatores de risco é fundamental para o diagnóstico precoce e manejo adequado. A fisiopatologia do CEC envolve mutações genéticas induzidas por UV e outros carcinógenos, levando à proliferação descontrolada de queratinócitos. O diagnóstico é feito por biópsia e a suspeita clínica deve surgir em lesões persistentes, ulceradas ou que não cicatrizam. Pacientes imunossuprimidos, como transplantados, apresentam maior risco de CEC, que tende a ser mais agressivo e multifocal. O tratamento primário do CEC é cirúrgico, com excisão completa e margens de segurança adequadas. A Úlcera de Marjolin, um CEC que se desenvolve em cicatrizes crônicas (especialmente de queimaduras), é notória por sua agressividade, maior taxa de metástase e pior prognóstico, exigindo uma abordagem terapêutica mais radical e vigilância rigorosa.
Os principais fatores de risco incluem exposição crônica à radiação ultravioleta, pele clara, imunossupressão (especialmente em transplantados), infecção por HPV e lesões cutâneas crônicas, como úlceras e cicatrizes de queimaduras.
O CEC que surge em cicatrizes crônicas, conhecido como Úlcera de Marjolin, tende a ser mais agressivo devido à inflamação crônica e alterações no microambiente tecidual, resultando em maior potencial de invasão local e metástase.
As margens cirúrgicas adequadas são cruciais para garantir a remoção completa do tumor e reduzir o risco de recidiva. Para CEC, as margens recomendadas variam de 4 a 6 mm, dependendo do tamanho e características do tumor.
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