CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2021
De modo geral, dentre os diagnósticos abaixo, qual a neoplasia maligna palpebral mais frequente?
Excluindo o Basocelular (CBC), o Carcinoma Espinocelular (CEC) é a neoplasia maligna palpebral mais comum.
Embora o CBC seja o mais frequente no geral, entre as opções apresentadas, o CEC lidera a prevalência das neoplasias malignas palpebrais.
A epidemiologia dos tumores palpebrais é um tópico recorrente em exames. O Carcinoma Basocelular domina as estatísticas, seguido pelo Carcinoma Espinocelular e pelo Carcinoma de Glândulas Sebáceas. O Melanoma e o Carcinoma de Merkel são significativamente mais raros. O reconhecimento clínico baseia-se na perda de cílios (madarose), destruição da arquitetura da margem palpebral e telangiectasias. O tratamento padrão-ouro é a exérese cirúrgica com margens livres, preferencialmente através da técnica de Mohs, para garantir a preservação tecidual e minimizar recorrências.
O Carcinoma Basocelular (CBC) é, de longe, o tumor maligno mais frequente das pálpebras, correspondendo a aproximadamente 85-95% dos casos. Ele ocorre preferencialmente na pálpebra inferior e no canto medial. No entanto, em questões de múltipla escolha onde o CBC não é uma opção, o Carcinoma Espinocelular (CEC) surge como a alternativa correta por ser o segundo mais prevalente.
O CEC palpebral costuma apresentar-se como um nódulo eritematoso, placa descamativa ou úlcera com bordas endurecidas. Diferente do CBC, o CEC tem um crescimento mais rápido, maior potencial de metástase linfonodal e pode originar-se de lesões precursoras como a ceratose actínica. Acomete mais frequentemente a pálpebra superior e a margem palpebral.
Embora menos comum que o CEC, o Carcinoma de Glândulas Sebáceas é altamente agressivo e conhecido como 'o grande mascarador', pois frequentemente simula condições benignas como calázio recorrente ou blefaroconjuntivite crônica. Ele tem alta taxa de mortalidade e tendência à disseminação pagetoide, exigindo biópsia em casos de inflamação palpebral atípica ou persistente.
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