SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2024
Senhora com 65 anos foi atendida com relato de hematoquezia há três meses, desconforto anal e ferida na borda do ânus. Foi encaminhada para o setor de cirurgia, submetida à biópsia da lesão e confirmada a suspeita de carcinoma espinocelular de canal anal. A paciente faz seguimento no hospital em decorrência de transplante renal há 15 anos, apresentou exame de citologia vaginal normal, teve seis partos normais, tinha relato de, quando jovem, ter relações sexuais anais, é obesa e tabagista. Qual dos seguintes fatores de risco apresentados pela paciente é mais relevante quanto ao desenvolvimento dessa neoplasia?
Transplante renal e imunossupressão crônica ↑ risco de carcinoma espinocelular anal, especialmente com infecção por HPV.
Pacientes transplantados renais estão em imunossupressão crônica, o que aumenta significativamente o risco de desenvolver neoplasias, incluindo o carcinoma espinocelular de canal anal, especialmente quando associado a infecção por HPV. A vigilância é crucial nesses grupos de risco.
O carcinoma espinocelular de canal anal é uma neoplasia maligna que tem demonstrado aumento de incidência, especialmente em grupos de risco. Compreender seus fatores etiológicos é crucial para a prevenção, rastreamento e manejo adequado. A doença está fortemente associada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), sendo este o principal agente causal. Outros fatores como tabagismo, múltiplos parceiros sexuais, relações sexuais anais e imunossupressão contribuem para o risco. A fisiopatologia envolve a infecção persistente por HPV nas células escamosas do canal anal, levando a displasia e, eventualmente, à transformação maligna. O diagnóstico é feito por biópsia da lesão suspeita, geralmente após investigação de sintomas como hematoquezia, dor anal, prurido ou presença de massa. A suspeita clínica é fundamental, especialmente em pacientes com fatores de risco conhecidos. Em pacientes transplantados renais, a imunossupressão crônica é um fator de risco altamente relevante. O uso contínuo de medicamentos imunossupressores impede que o sistema imune do paciente combata eficazmente infecções virais como o HPV e elimine células com potencial maligno, aumentando exponencialmente o risco de desenvolver diversas neoplasias, incluindo o carcinoma espinocelular anal. Portanto, a vigilância e o rastreamento são essenciais nesses indivíduos.
Os principais fatores incluem infecção por HPV, relações sexuais anais, tabagismo, imunossupressão (como em transplantados ou HIV), e histórico de lesões anais pré-malignas.
O transplante renal requer imunossupressão crônica para prevenir a rejeição do órgão. Essa imunossupressão compromete a capacidade do sistema imune de combater infecções virais como o HPV e de eliminar células pré-cancerígenas, elevando o risco de neoplasias.
O Papilomavírus Humano (HPV), especialmente os tipos de alto risco (como HPV-16 e HPV-18), é o principal fator etiológico para o carcinoma espinocelular de canal anal, sendo responsável pela maioria dos casos.
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