UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2025
Homem de 58 anos apresenta tumoração ulcerada em região perianal com 35mm de diâmetro e aparente infiltração do esfíncter anal externo. Não foram identificadas linfonodomegalias inguinais. Foi realizada biópsia incisional, cujo laudo histopatológico foi compatível com carcinoma escamoso. Investigação complementar com TC de tórax e abdômen e ressonância magnética de pelve não identificou metástases nodais ou viscerais. A conduta terapêutica, nesse caso, é:
CEC de canal anal → Radioquimioterapia (Protocolo de Nigro) é o padrão-ouro (preserva esfíncter).
Diferente do câncer de reto baixo, o carcinoma escamoso (CEC) do canal anal é altamente radiossensível. O tratamento inicial visa a cura com preservação esfincteriana através de quimiorradioterapia combinada.
O carcinoma escamoso anal tem forte associação epidemiológica com a infecção pelo HPV. O estadiamento envolve exame físico sob anestesia, RM de pelve e TC de tórax/abdome. O sucesso do Protocolo de Nigro revolucionou a proctologia oncológica, permitindo taxas de cura elevadas sem a necessidade de colostomia definitiva na maioria dos pacientes.
A cirurgia radical (amputação abdominoperineal do reto) é reservada para resgate em casos de doença persistente após o término da radioquimioterapia ou em recidivas locais.
Consiste na combinação de radioterapia pélvica associada à quimioterapia com 5-Fluorouracil (5-FU) e Mitomicina C, sendo o tratamento padrão desde a década de 70.
Não. Mesmo lesões que infiltram o esfíncter (T3 ou T4) devem iniciar o tratamento com radioquimioterapia, pois a resposta clínica costuma permitir a preservação da função anal.
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