UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2020
Paciente feminina, de 49 anos, apresenta lesão ulcerada de 3cm de extensão localizada no quadrande posterior direito do canal anal. Qual o tratamento indicado neste caso?
Câncer de canal anal < 5 cm sem metástase → quimiorradioterapia (protocolo Nigro).
O carcinoma espinocelular do canal anal, mesmo em lesões menores, geralmente é tratado com quimiorradioterapia concomitante (protocolo de Nigro) devido à sua alta sensibilidade a essa abordagem e para preservar a função esfincteriana, evitando cirurgias mutiladoras.
O carcinoma espinocelular do canal anal é uma neoplasia relativamente rara, mas com incidência crescente, especialmente em populações de risco. Compreender seu manejo é crucial para residentes, pois difere significativamente de outras neoplasias colorretais. A etiologia está fortemente associada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), sendo a prevenção e o rastreamento importantes. O diagnóstico é feito por biópsia da lesão, e o estadiamento envolve exames de imagem como ressonância magnética pélvica e PET-CT para avaliar a extensão local e a presença de metástases. A apresentação clínica comum inclui dor, sangramento, prurido e a presença de uma massa ou úlcera no canal anal, como descrito na questão. O tratamento de escolha para a maioria dos carcinomas espinocelulares de canal anal, especialmente em estágios iniciais e intermediários, é a quimiorradioterapia concomitante (protocolo de Nigro). Esta abordagem visa a cura com preservação do esfíncter anal, evitando a colostomia permanente. A cirurgia, como a amputação abdominoperineal, é geralmente reservada para casos de doença residual ou recidiva após a quimiorradioterapia.
O tratamento padrão para o carcinoma espinocelular do canal anal, especialmente em lesões menores e sem metástase, é a quimiorradioterapia concomitante, conhecida como protocolo de Nigro.
A quimiorradioterapia é preferida para o câncer de canal anal por ser altamente eficaz, preservar a função esfincteriana e evitar cirurgias mutiladoras como a amputação abdominoperineal, que é reservada para casos de falha terapêutica ou doença avançada.
Os principais fatores de risco para o câncer de canal anal incluem infecção pelo vírus HPV, imunossupressão (como em pacientes com HIV), tabagismo e histórico de lesões anais pré-malignas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo