CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2020
Paciente com carcinoma espinocelular de tonsila palatina com tratamento adequado e bem-sucedido, apresenta remissão da doença por 5 anos. O paciente pergunta se ele tem risco aumentado de outras neoplasias. Como deve ser respondido esse questionamento?
Pacientes com carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço (CEC-CP) têm risco ↑ de segundos tumores primários, especialmente no trato aerodigestivo superior (esôfago).
O conceito de "campo de cancerização" explica o risco aumentado de segundos tumores primários em pacientes com CEC-CP, devido à exposição contínua a carcinógenos (tabaco, álcool) que afetam uma área extensa da mucosa. O esôfago é um sítio comum para esses tumores metacrônicos, justificando a vigilância.
Pacientes com carcinoma espinocelular (CEC) de cabeça e pescoço, como o de tonsila palatina, apresentam um risco significativamente aumentado de desenvolver segundos tumores primários, tanto sincrônicos (diagnosticados em até 6 meses do primeiro) quanto metacrônicos (após 6 meses). Este risco é atribuído principalmente à exposição contínua a fatores de risco compartilhados, como tabagismo e alcoolismo, e ao conceito de "campo de cancerização". O campo de cancerização postula que uma área extensa da mucosa, exposta a carcinógenos, pode sofrer alterações genéticas e moleculares que a predispõem ao desenvolvimento de múltiplos focos de neoplasia. O trato aerodigestivo superior, incluindo a cavidade oral, faringe, laringe e, de forma proeminente, o esôfago, são os sítios mais comuns para esses segundos tumores. O risco persiste por toda a vida do paciente, mesmo após longos períodos de remissão do tumor inicial. Diante desse risco, a vigilância contínua é fundamental. Para pacientes com histórico de CEC de cabeça e pescoço, a realização de endoscopias digestivas altas periódicas é indicada para rastrear precocemente neoplasias de esôfago, permitindo intervenções em estágios iniciais e melhorando o prognóstico. A educação do paciente sobre a importância da cessação do tabagismo e do alcoolismo, bem como a adesão ao programa de vigilância, são cruciais.
O campo de cancerização refere-se à presença de alterações genéticas e moleculares em uma área extensa da mucosa exposta a carcinógenos (como tabaco e álcool), predispondo ao desenvolvimento de múltiplos tumores primários, sincrônicos ou metacrônicos.
Os locais mais comuns para segundos tumores primários são o trato aerodigestivo superior, incluindo a cavidade oral, faringe, laringe e, notavelmente, o esôfago e os pulmões.
A vigilância endoscópica, especialmente do esôfago, é crucial para a detecção precoce de segundos tumores primários, que podem surgir anos após o tratamento do tumor inicial, melhorando o prognóstico.
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