SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Paciente, sexo masculino, 65 anos de idade, diagnosticado com carcinoma espinocelular de assoalho de boca, está realizando exames de estadiamento. O paciente é tabagista 30 maços/ano e etilista de destilados. Ao exame físico, bom estado geral, corado, apresenta lesão ulcerada no assoalho da boca, medindo cerca de 1,0 cm, dolorosa e com bordas infiltrativas.\n\nIndique os exames mais importantes para a avaliação de um segundo tumor primário sincrônico nesse paciente:
CEC de cabeça e pescoço → Rastrear 2º primário com EDA e Laringobroncoscopia.
Devido ao efeito de 'cancerização do campo' pelo tabaco e álcool, pacientes com CEC de vias aerodigestivas superiores têm alto risco de tumores sincrônicos no esôfago e pulmão.
O conceito de cancerização do campo explica por que múltiplos focos de neoplasia podem surgir em áreas expostas aos mesmos carcinógenos. No estadiamento do CEC de boca, a pesquisa de tumores sincrônicos em pulmão, esôfago e outras áreas da orofaringe via panendoscopia (laringoscopia, broncoscopia e esofagoscopia) é mandatória para definir o prognóstico e o plano terapêutico global.
É a teoria de que a exposição crônica a carcinógenos (como fumo e álcool) cria múltiplas áreas de instabilidade genética em toda a mucosa das vias aerodigestivas superiores, predispondo a múltiplos tumores primários.
Pacientes com CEC de cabeça e pescoço possuem um risco de 3% a 15% de apresentar um segundo tumor primário sincrônico, sendo o esôfago um dos sítios mais frequentes devido aos fatores de risco compartilhados.
Tumores sincrônicos são diagnosticados simultaneamente ou em até 6 meses após o tumor índice. Tumores metacrônicos são aqueles diagnosticados após esse período de 6 meses.
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