SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Paciente, sexo masculino, 65 anos de idade, diagnosticado com carcinoma espinocelular de assoalho de boca, está realizando exames de estadiamento. O paciente é tabagista 30 maços/ano e etilista de destilados. Ao exame físico, bom estado geral, corado, apresenta lesão ulcerada no assoalho da boca, medindo cerca de 1,0 cm, dolorosa e com bordas infiltrativas.\n\nQuanto às metástases linfonodais cervicais, é correto afirmar que:
CEC de assoalho de boca → Drenagem preferencial para níveis I, II e III.
Tumores da cavidade oral, especialmente o assoalho da boca, apresentam um padrão de disseminação linfática previsível para as cadeias cervicais superiores (Níveis I a III).
O carcinoma espinocelular (CEC) de assoalho de boca é uma neoplasia agressiva com alta propensão à disseminação linfonodal regional. O estadiamento cervical é o fator prognóstico mais importante. Pacientes com tumores cN0 (pescoço clinicamente negativo) mas com espessura de invasão (DOI) significativa frequentemente são submetidos ao esvaziamento cervical seletivo dos níveis I a III.\n\nA anatomia cirúrgica divide o pescoço para facilitar a comunicação e o planejamento terapêutico. O nível I engloba os triângulos submentoniano e submandibular. O nível II, III e IV seguem a veia jugular interna. O nível V corresponde ao triângulo posterior e o nível VI ao compartimento anterior (peritireoidiano). No CEC de boca, o salto de metástases para níveis baixos (IV ou V) sem acometimento dos níveis superiores é raro, justificando a seletividade da cirurgia.
Os tumores de assoalho de boca drenam primariamente para os níveis I (submentoniano e submandibular), II (jugular superior) e III (jugular médio). O nível I é frequentemente o primeiro sítio de metástase devido à proximidade anatômica. O conhecimento desses níveis é crucial para o planejamento do esvaziamento cervical seletivo (supra-omohioideo), que visa remover os linfonodos em maior risco de metástases ocultas.
O nível II (linfonodos jugulares superiores) é limitado superiormente pela base do crânio e inferiormente pelo nível do osso hioide (ou pela bifurcação da carótida). Anatomicamente, ele é dividido em IIA e IIB pelo nervo acessório. O erro comum é confundi-lo com os limites do triângulo digástrico (Nível IB), que é delimitado pelos ventres anterior e posterior do músculo digástrico e pela mandíbula.
A classificação da American Academy of Otolaryngology divide o pescoço em seis níveis principais (I a VI). O nível VII (linfonodos mediastinais superiores) é por vezes incluído em contextos específicos de câncer de tireoide ou esôfago cervical. Para tumores de cavidade oral, os níveis I, II e III são os mais relevantes clinicamente.
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