FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2020
Mulher de 60 anos procura serviço de proctologia referindo hematoquezia há um ano. Ela nega alterações intestinais. Ao exame proctológico foi constatado lesão ulcero-vegetante, fixa, medindo três centímetros em parede anterior do canal anal. Realizado biópsias que constatou carcinoma espinocelular. Para esse caso, assinale a alternativa correta.
Carcinoma espinocelular do canal anal → principal fator de risco é infecção por HPV 16 e 18.
O carcinoma espinocelular do canal anal é uma neoplasia maligna cuja etiologia está fortemente associada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), especialmente os subtipos 16 e 18. O conhecimento dos fatores de risco é crucial para prevenção e rastreamento.
O carcinoma espinocelular do canal anal é uma neoplasia rara, mas com incidência crescente, especialmente em populações de risco. A apresentação clínica pode ser inespecífica, como hematoquezia, dor anal ou massa palpável, o que pode atrasar o diagnóstico. A biópsia de lesões suspeitas é fundamental para a confirmação histopatológica. A etiologia do carcinoma espinocelular anal está fortemente ligada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), particularmente os subtipos de alto risco 16 e 18. O HPV é considerado o principal fator de risco, e a imunossupressão (como em pacientes com HIV) aumenta significativamente o risco de progressão da infecção para neoplasia. Outros fatores incluem tabagismo e múltiplos parceiros sexuais. O estadiamento é crucial para definir a estratégia terapêutica, utilizando exames de imagem. Diferentemente de outros tumores colorretais, o tratamento padrão para a maioria dos carcinomas espinocelulares do canal anal é a quimiorradioterapia concomitante, com altas taxas de cura e preservação do esfíncter. A cirurgia radical (amputação abdominoperineal) é geralmente reservada para casos de falha do tratamento inicial ou doença residual/recorrente.
Os principais fatores de risco incluem infecção pelo HPV (especialmente tipos 16 e 18), múltiplos parceiros sexuais, tabagismo, imunossupressão (HIV, transplantados) e sexo anal receptivo. A vacinação contra HPV é uma medida preventiva importante.
O estadiamento é realizado principalmente por exames de imagem como ressonância magnética da pelve para avaliação local, tomografia computadorizada de tórax e abdome, e PET-CT para avaliar a presença de metástases à distância. O CEA não é um marcador primário de estadiamento.
Para a maioria dos carcinomas espinocelulares do canal anal, o tratamento padrão é a quimiorradioterapia concomitante, que visa a cura e a preservação do esfíncter. A cirurgia (amputação abdominoperineal) é reservada para casos de falha terapêutica ou doença localmente avançada.
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