UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2021
Mulher, 49 anos, queixa de dor perianal, ao exame físico identifica-se lesão ulcerada em ânus, realizado biópsia que identificou carcinoma espinocelular. O melhor tratamento para este caso é:
Carcinoma espinocelular anal → Tratamento padrão é quimiorradioterapia concomitante (Protocolo Nigro).
O carcinoma espinocelular do ânus é predominantemente tratado com quimiorradioterapia concomitante, seguindo o protocolo de Nigro, que demonstrou altas taxas de cura e preservação do esfíncter anal. A cirurgia é reservada para casos de falha terapêutica ou doença residual.
O carcinoma espinocelular anal é um tipo de câncer que se origina na região do ânus. Embora menos comum que o câncer colorretal, sua incidência tem aumentado, frequentemente associado ao vírus HPV. A apresentação clínica inclui dor perianal, sangramento, massa palpável ou lesão ulcerada. O diagnóstico é confirmado por biópsia. A fisiopatologia está ligada à infecção crônica por HPV, que leva à displasia e, posteriormente, ao carcinoma. O estadiamento é crucial para determinar o prognóstico e o plano de tratamento. Diferentemente de outros cânceres gastrointestinais, o carcinoma espinocelular anal tem uma alta taxa de resposta à quimiorradioterapia. O tratamento padrão ouro é a quimiorradioterapia concomitante (Protocolo de Nigro), que visa a cura e a preservação do esfíncter anal. A cirurgia (amputação abdominoperineal) é reservada para falha do tratamento ou doença residual. O acompanhamento pós-tratamento é essencial para detectar recorrências.
O tratamento de primeira linha para a maioria dos carcinomas espinocelulares anais é a quimiorradioterapia concomitante, geralmente seguindo o protocolo de Nigro, que combina radioterapia com quimioterapia à base de 5-fluorouracil e mitomicina C.
A cirurgia inicial para câncer anal, como a amputação abdominoperineal, é altamente mutiladora e pode levar a uma colostomia definitiva. A quimiorradioterapia oferece taxas de cura comparáveis com a vantagem de preservar o esfíncter anal e a função intestinal.
A cirurgia é indicada principalmente em casos de doença residual após a quimiorradioterapia, recorrência local que não pode ser tratada com nova quimiorradioterapia, ou em tumores muito pequenos e superficiais selecionados, embora esta última seja menos comum.
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