USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Mulher de 81 anos portadora de um tumor cutâneo doloroso e de crescimento progressivo na região do punho há 1 ano, conforme visto na figura. Qual o diagnóstico mais provável?
Tumor cutâneo em idoso, doloroso e com crescimento progressivo → suspeitar de Carcinoma Espinocelular.
Em pacientes idosos, um tumor cutâneo doloroso e de crescimento progressivo, especialmente em áreas expostas ao sol, deve levantar forte suspeita de Carcinoma Espinocelular (CEC). Diferente do Carcinoma Basocelular, o CEC tem maior potencial de dor e crescimento rápido, além de maior risco de metástase.
O Carcinoma Espinocelular (CEC) é o segundo tipo mais comum de câncer de pele não-melanoma, com incidência crescente em idosos. É crucial para residentes reconhecerem suas características clínicas, pois, embora menos comum que o Carcinoma Basocelular, possui maior potencial de agressividade e metástase. Clinicamente, o CEC pode se apresentar como uma lesão eritematosa, infiltrada, nodular ou ulcerada, muitas vezes dolorosa e com crescimento progressivo, especialmente em áreas cronicamente expostas ao sol. A dor é um sinal de alerta importante que diferencia o CEC de muitas lesões benignas e do Carcinoma Basocelular indolente. O diagnóstico definitivo é histopatológico, e o tratamento primário é a excisão cirúrgica. O prognóstico depende do tamanho, profundidade, localização e presença de metástases. A identificação precoce de lesões suspeitas, como tumores dolorosos e de crescimento rápido em idosos, é fundamental para um manejo eficaz e melhores desfechos.
O carcinoma espinocelular frequentemente se apresenta como uma lesão eritematosa, infiltrada, nodular ou ulcerada, com crescimento progressivo. Dor e sangramento são sinais de alerta importantes, especialmente em idosos.
O carcinoma basocelular é geralmente indolor, de crescimento lento, com aspecto perolado e telangiectasias. O espinocelular tende a ser mais agressivo, doloroso, com crescimento mais rápido e maior potencial de metástase.
Os principais fatores de risco incluem exposição crônica à radiação ultravioleta, idade avançada, pele clara, imunossupressão, cicatrizes crônicas, úlceras e queratoses actínicas pré-existentes.
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