Carcinoma Espinocelular: Agressividade e Fatores de Risco

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025

Enunciado

Em relação aos tumores de pele, assinale entre as afirmativas abaixo a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Como princípio básico da cirurgia para tratamento do carcinoma espinocelular, o cirurgião deve ter em mente o cuidado em não fazer margens muito amplas pela dificuldade na reconstrução, devendo ser mais econômico possível.
  2. B) Pacientes com carcinoma espinocelular TO e T1 diagnosticados em biópsia incisional não podem ser tratados com curetagem e cauterização pelos péssimos Índices de sucesso.
  3. C) O carcinoma espinocelular tem prevalência menor em pacientes transplantados em uso de imunossupressor, já que a medicação inibe o crescimento do tumor.
  4. D) Os tumores que se desenvolvem em cicatrizes de queimaduras geralmente comportam-se de maneira mais agressiva com maior índice de metástases.

Pérola Clínica

CEC em cicatriz de queimadura (Úlcera de Marjolin) = Maior agressividade e ↑ risco de metástase.

Resumo-Chave

O carcinoma espinocelular que surge sobre cicatrizes crônicas ou queimaduras antigas possui um comportamento biológico mais agressivo do que o CEC induzido apenas por fotoexposição.

Contexto Educacional

O Carcinoma Espinocelular (CEC) é a segunda neoplasia cutânea mais comum. Sua patogênese está ligada à exposição solar cumulativa, mas fatores como cicatrizes crônicas e imunossupressão desempenham papéis cruciais na agressividade tumoral. A diferenciação entre CEC de baixo e alto risco é fundamental para o planejamento terapêutico. Tumores que surgem em áreas de trauma prévio (Marjolin) perdem os mecanismos de controle local de forma mais acentuada, justificando a necessidade de uma abordagem cirúrgica mais radical e avaliação linfonodal cuidadosa.

Perguntas Frequentes

O que é a Úlcera de Marjolin?

A Úlcera de Marjolin refere-se ao desenvolvimento de um carcinoma espinocelular (CEC) sobre áreas de inflamação crônica, cicatrizes de queimaduras antigas, úlceras de decúbito ou fístulas de osteomielite. Esses tumores são notórios por serem significativamente mais agressivos do que os CECs que surgem em pele sã ou fotoexposta, apresentando taxas de metástases linfonodais muito mais elevadas, o que exige tratamento cirúrgico com margens amplas e acompanhamento rigoroso.

Como a imunossupressão afeta o risco de CEC?

Pacientes transplantados de órgãos sólidos em uso de terapia imunossupressora crônica apresentam um risco muito elevado de desenvolver cânceres de pele não melanoma, especialmente o carcinoma espinocelular. Diferente da população geral, onde o carcinoma basocelular é mais comum, nos transplantados a proporção se inverte e o CEC torna-se o tumor mais frequente, com crescimento mais rápido e maior potencial de invasão local e sistêmica.

Quais as margens recomendadas para o CEC?

As margens cirúrgicas para o CEC dependem do risco do tumor. Para tumores de baixo risco (pequenos, bem diferenciados, em locais de baixo risco), margens de 4 mm costumam ser suficientes. Para tumores de alto risco (maiores que 2 cm, localizados em áreas críticas como orelha ou lábio, ou com invasão profunda), recomendam-se margens de pelo menos 6 mm ou a realização de cirurgia micrográfica de Mohs para garantir a completa exérese com preservação de tecido saudável.

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