Câncer de Esôfago Metastático: Manejo Paliativo da Disfagia

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022

Enunciado

Paciente do sexo masculino, de 75 anos, tabagista, com quadro de disfagia progressiva e emagrecimento de 12 kg em 3 meses, atualmente ingerindo apenas alimentos líquidos e pastosos, realizou endoscopia digestiva alta que evidenciou lesão expansiva circunferencial em esôfago médio (localizada a 28 cm dos dentes incisivos), de 5 cm de extensão, estenosante, mas que permitiu passagem do aparelho para o estômago. A biópsia mostrou carcinoma escamoso de esôfago moderadamente diferenciado. Tomografia de estadiamento mostrou múltiplas metástases pulmonares.Em relação à disfagia e ao suporte nutricional desse paciente, qual é a melhor opção terapêutica?

Alternativas

  1. A) Jejunostomia cirúrgica.
  2. B) Nutrição por sonda nasoenteral.
  3. C) Gastrostomia por via endoscópica.
  4. D) Passagem de prótese endoscópica.

Pérola Clínica

Câncer de esôfago metastático com disfagia → prótese endoscópica para alívio sintomático e melhora da qualidade de vida.

Resumo-Chave

Em pacientes com câncer de esôfago avançado e metastático, o objetivo principal do tratamento da disfagia é paliativo, visando melhorar a qualidade de vida e permitir a alimentação oral. A passagem de uma prótese endoscópica (stent esofágico) é a melhor opção, pois alivia rapidamente a obstrução, permitindo a ingestão de alimentos e líquidos, sem a necessidade de cirurgia ou dispositivos externos.

Contexto Educacional

O carcinoma de esôfago é uma neoplasia agressiva, frequentemente diagnosticada em estágios avançados, especialmente o carcinoma escamoso, que está associado a fatores de risco como tabagismo e etilismo. A disfagia progressiva é o sintoma mais comum e debilitante, impactando severamente a qualidade de vida do paciente. O estadiamento é crucial para definir a estratégia terapêutica. Em pacientes com doença metastática, como no caso descrito com metástases pulmonares, o tratamento tem um caráter predominantemente paliativo. O objetivo principal é aliviar os sintomas, especialmente a disfagia, e otimizar o suporte nutricional para manter a qualidade de vida. A escolha da intervenção deve ser minimamente invasiva e eficaz. A passagem de uma prótese endoscópica (stent esofágico) é a melhor opção para o alívio da disfagia em pacientes com câncer de esôfago metastático. Ela permite a reabertura do lúmen esofágico, possibilitando a ingestão de alimentos e líquidos por via oral, o que é superior à nutrição enteral por gastrostomia ou jejunostomia em termos de qualidade de vida, pois mantém a capacidade de deglutir. Residentes devem estar cientes dessas abordagens paliativas.

Perguntas Frequentes

Qual a principal indicação da prótese esofágica em câncer de esôfago?

A principal indicação da prótese esofágica é o alívio paliativo da disfagia em pacientes com câncer de esôfago inoperável ou metastático, permitindo a ingestão oral e melhorando a qualidade de vida.

Por que a prótese endoscópica é preferível à gastrostomia para disfagia paliativa?

A prótese endoscópica restaura a capacidade de deglutir alimentos e líquidos pela via oral, o que é crucial para a qualidade de vida. A gastrostomia, embora forneça suporte nutricional, não resolve a disfagia e não permite a alimentação oral.

Quais são os benefícios da prótese esofágica no tratamento paliativo?

Os benefícios incluem alívio rápido da disfagia, melhora da capacidade de ingestão oral, redução do risco de aspiração, melhora da qualidade de vida e menor morbidade em comparação com procedimentos cirúrgicos para descompressão.

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