UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Paciente masculino, de 57 anos, consultou por vir apresentando dificuldade para engolir alimentos sólidos há 4 meses e emagrecimento de 9 kg nesse período. Para investigação, realizou raio X contrastado de esôfago (imagem abaixo). Que diagnóstico, dentre os propostos, é o mais provável?
Disfagia progressiva para sólidos + emagrecimento em idoso = suspeitar carcinoma de esôfago.
Disfagia progressiva, especialmente para sólidos, associada a emagrecimento significativo em um paciente de meia-idade ou idoso, é um sinal de alerta para neoplasia esofágica. O esofagograma pode mostrar irregularidades ou estenose, mas a endoscopia com biópsia é essencial para o diagnóstico definitivo.
O carcinoma de esôfago é uma neoplasia agressiva, com alta mortalidade, e sua apresentação clínica inicial pode ser insidiosa. A disfagia progressiva, inicialmente para sólidos e posteriormente para líquidos, é o sintoma mais comum e alarmante, frequentemente acompanhada de emagrecimento significativo devido à dificuldade de alimentação e ao próprio processo neoplásico. A idade avançada e a presença desses sintomas devem sempre levantar a suspeita. A investigação diagnóstica geralmente começa com um esofagograma, que pode evidenciar estenoses irregulares, falhas de enchimento ou dilatações. Contudo, o diagnóstico definitivo requer endoscopia digestiva alta com biópsias da lesão para análise histopatológica. Outros exames, como tomografia computadorizada, são utilizados para estadiamento da doença e avaliação de metástases. O prognóstico do carcinoma de esôfago é reservado, especialmente em estágios avançados. O tratamento pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia, dependendo do estadiamento. A detecção precoce é crucial para melhorar as chances de sucesso terapêutico, reforçando a importância de uma investigação rápida diante de sintomas sugestivos.
Os sintomas mais preocupantes são disfagia progressiva (inicialmente para sólidos, depois para líquidos), emagrecimento inexplicável, dor retroesternal, odinofagia e rouquidão. A presença de múltiplos sintomas aumenta a suspeita.
O esofagograma pode revelar estenoses, irregularidades da mucosa, dilatações proximais e falhas de enchimento, sugerindo a presença de uma massa. No entanto, a endoscopia com biópsia é necessária para a confirmação histopatológica e estadiamento.
O carcinoma geralmente causa disfagia progressiva e emagrecimento rápido em pacientes mais velhos. A acalásia tem disfagia para sólidos e líquidos desde o início e ausência de peristalse. A estenose péptica está associada a refluxo gastroesofágico crônico e esofagite, com histórico de pirose.
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