UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019
Mulher de 47 anos apresenta resultado de citologia oncótica cervical compatível com lesão intraepitelial escamosa de alto grau. Submetida à colposcopia sendo identificada lesão ulcerada acetorreagente às 9h do colo uterino. Biópsia da referida lesão confirmou a presença de carcinoma escamoso invasor. O próximo passo da propedêutica é a realização de
Biópsia confirmando carcinoma escamoso invasor → estadiamento clínico + conização (CAF ou a frio) para avaliar profundidade e margens.
Diante de uma biópsia confirmando carcinoma escamoso invasor do colo uterino, o próximo passo é o estadiamento clínico completo para determinar a extensão da doença. A conização (seja por CAF ou a frio) é essencial não apenas para remover a lesão, mas também para fornecer material para análise histopatológica detalhada, incluindo profundidade de invasão e comprometimento de margens, que guiará a decisão terapêutica subsequente.
O carcinoma escamoso invasor do colo uterino é uma neoplasia maligna que se desenvolve a partir de lesões pré-cancerígenas, como a lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL). O diagnóstico definitivo é estabelecido por biópsia, que revela a invasão do estroma cervical. Uma vez confirmado o diagnóstico de câncer invasor, o próximo passo crucial é o estadiamento clínico completo para determinar a extensão da doença e guiar o tratamento. A propedêutica após a biópsia positiva inclui a realização de exames de imagem (como ressonância magnética da pelve e tomografia de abdome e tórax) para avaliar o comprometimento de órgãos adjacentes, linfonodos e a presença de metástases à distância. Além disso, a conização (seja por cirurgia de alta frequência - CAF, ou conização a frio) é frequentemente realizada. Embora a biópsia já tenha confirmado a invasão, a conização tem um papel terapêutico e diagnóstico adicional, permitindo a remoção completa da lesão visível e a avaliação mais precisa da profundidade de invasão, do tamanho do tumor e do status das margens cirúrgicas, informações essenciais para o estadiamento patológico e a definição da conduta subsequente. O tratamento do câncer de colo uterino varia conforme o estágio da doença. Para estádios iniciais, a cirurgia (histerectomia radical com linfadenectomia pélvica) pode ser curativa. Em estádios mais avançados, a radioquimioterapia concomitante é a principal modalidade terapêutica. A decisão terapêutica é complexa e individualizada, baseada no estadiamento, nas características da paciente e na extensão da doença.
A conização (CAF ou a frio) é fundamental para remover a lesão, avaliar a profundidade de invasão, o tamanho do tumor e o comprometimento das margens, informações cruciais para o estadiamento e planejamento do tratamento definitivo.
O estadiamento do câncer de colo uterino é clínico, baseado em exame físico (toque vaginal e retal), colposcopia, biópsia, exames de imagem (ressonância magnética, tomografia) e cistoscopia/retossigmoidoscopia, se necessário.
A histerectomia radical (Wertheim-Meigs) é indicada para estádios iniciais do câncer de colo uterino (IA1 com invasão linfovascular, IA2, IB1, IB2), desde que a lesão seja ressecável e não haja comprometimento de linfonodos pélvicos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo