UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2025
Uma paciente de 52 anos com sangramento vaginal intermitente é submetida à colposcopia após exame citopatológico indicando células escamosas atípicas de significado indeterminado (ASC-H). O exame histopatológico de biópsia do colo do útero confirma carcinoma escamoso invasivo. Qual é o próximo passo no manejo?
Carcinoma escamoso invasivo colo uterino → Estadiamento clínico e planejamento terapêutico individualizado (cirurgia/radioterapia).
Após a confirmação histopatológica de carcinoma escamoso invasivo do colo do útero, o próximo passo crucial é o estadiamento clínico completo para determinar a extensão da doença. Isso guiará a escolha entre cirurgia (histerectomia radical, linfadenectomia) ou radioterapia, muitas vezes combinada com quimioterapia, dependendo do estágio.
O carcinoma escamoso invasivo do colo do útero é uma neoplasia ginecológica comum, frequentemente associada à infecção persistente pelo HPV. Sua detecção precoce através de rastreamento citopatológico (Papanicolau) é crucial, embora a questão aborde um caso já com diagnóstico de invasão. A apresentação clínica mais comum é o sangramento vaginal anormal, especialmente pós-coito ou na pós-menopausa. Após a confirmação histopatológica de carcinoma invasivo, o estadiamento clínico é o passo mais importante. Ele define a extensão da doença (local, regional ou à distância) e orienta a escolha terapêutica. Exames de imagem como ressonância magnética pélvica, tomografia computadorizada e, em alguns casos, PET-CT, são utilizados para avaliar o acometimento de linfonodos e metástases à distância. O tratamento varia conforme o estágio. Estágios iniciais podem ser tratados com cirurgia (histerectomia radical com linfadenectomia pélvica), enquanto estágios mais avançados ou com fatores de risco desfavoráveis geralmente requerem radioterapia externa e braquiterapia, frequentemente combinadas com quimioterapia (quimiorradioterapia concomitante). O prognóstico depende diretamente do estágio ao diagnóstico e da resposta ao tratamento.
Sangramento vaginal anormal (pós-coito, intermenstrual, pós-menopausa), dor pélvica e corrimento vaginal incomum são sinais de alerta que justificam investigação.
O estadiamento clínico é fundamental para determinar a extensão da doença, guiar a escolha da terapia mais adequada (cirurgia, radioterapia, quimioterapia) e prever o prognóstico da paciente.
A histerectomia simples é insuficiente para o carcinoma escamoso invasivo, que exige estadiamento e, dependendo do estágio, histerectomia radical com linfadenectomia ou tratamento radioterápico/quimioterápico.
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