HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021
P.R.S; 53 anos, prole constituída, citologia oncótica, apresentando lesão intraepitelial escamosa de alto grau e colposcopia alterada. Realizada biópsia de colo uterino. Resultado do anatomopatológico: suspeita de microinvasão. Indicada conização, e o resultado histopatológico da peça foi carcinoma escamoso de 15 mm no maior diâmetro. Assinale a alternativa que apresenta a conduta correta para o caso.
Carcinoma escamoso de colo uterino > 10 mm ou com invasão profunda → Histerectomia radical + linfadenectomia pélvica.
Um carcinoma escamoso de colo uterino com 15 mm no maior diâmetro já ultrapassa os critérios de microinvasão (até 5 mm de profundidade e 7 mm de extensão horizontal) e exige tratamento mais agressivo, como a histerectomia radical com linfadenectomia pélvica, para estadiamento e controle da doença.
O câncer de colo uterino, na maioria dos casos, é um carcinoma escamoso e sua conduta depende do estadiamento da doença. A paciente em questão apresenta uma lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL) que, após biópsia e conização, revelou um carcinoma escamoso de 15 mm no maior diâmetro. Este tamanho é crucial para a definição da conduta. Lesões microinvasivas (estágio IA) são tipicamente menores, com invasão estromal de até 5 mm de profundidade e 7 mm de extensão horizontal. Um carcinoma de 15 mm já ultrapassa esses limites, indicando uma doença mais avançada, geralmente estágio IB ou superior, que requer tratamento mais agressivo. Para carcinomas escamosos de colo uterino com dimensões como 15 mm, a conduta padrão é a histerectomia radical (cirurgia de Wertheim-Meigs), que envolve a remoção do útero, colo, paramétrios e terço superior da vagina, acompanhada de linfadenectomia pélvica para estadiamento e remoção de possíveis metástases linfonodais. A radioterapia e/ou quimioterapia podem ser indicadas como tratamento adjuvante, dependendo dos achados histopatológicos da peça cirúrgica e do estadiamento final.
A conização pode ser curativa para lesões pré-invasivas (NIC III/HSIL) ou para carcinomas microinvasivos (IA1) com margens livres e sem invasão linfovascular, especialmente em pacientes que desejam preservar a fertilidade.
A histerectomia total remove o útero e o colo. A histerectomia radical (Wertheim-Meigs) remove o útero, colo, paramétrios, terço superior da vagina e, geralmente, é acompanhada de linfadenectomia pélvica.
Microinvasão (estágio IA) é definida por uma invasão estromal de até 5 mm de profundidade e até 7 mm de extensão horizontal, sem invasão linfovascular para IA1. Lesões maiores ou com invasão linfovascular já são consideradas mais avançadas.
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