SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2020
Um fator de risco para o carcinoma epitelial de ovário é:
Nuliparidade ↑ risco de carcinoma epitelial de ovário; uso de pílula ↓ risco.
A nuliparidade é um fator de risco para o câncer de ovário devido à teoria das 'ovulações incessantes', que postula que cada ovulação causa microtraumas e reparos no epitélio ovariano, aumentando a chance de mutações malignas. Fatores que reduzem o número de ovulações (como gestações e uso de contraceptivos orais) são protetores.
O carcinoma epitelial de ovário é a neoplasia ginecológica mais letal, frequentemente diagnosticada em estágios avançados devido à ausência de sintomas específicos precoces. A compreensão de seus fatores de risco é crucial para a identificação de pacientes de alto risco e para o aconselhamento preventivo. A epidemiologia do câncer de ovário é complexa, com fatores genéticos e ambientais desempenhando papéis importantes. Entre os fatores de risco, a nuliparidade (nunca ter tido filhos) é consistentemente associada a um risco aumentado. Isso é explicado pela "teoria da ovulação incessante", que sugere que cada ciclo ovulatório causa microtraumas e processos de reparo no epitélio ovariano, aumentando a probabilidade de mutações e transformação maligna ao longo da vida. Fatores que reduzem o número total de ovulações, como gestações múltiplas, lactação e o uso prolongado de contraceptivos orais combinados, são, portanto, protetores. Outros fatores de risco incluem idade avançada, história familiar de câncer de ovário ou mama (especialmente com mutações BRCA1/BRCA2), infertilidade, endometriose e terapia de reposição hormonal com estrogênio isolado. Por outro lado, o uso de contraceptivos orais combinados, menarca tardia e menopausa precoce são considerados fatores protetores, pois diminuem o número total de ciclos ovulatórios ao longo da vida reprodutiva da mulher.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, história familiar de câncer de ovário ou mama, mutações genéticas (BRCA1/BRCA2), nuliparidade, infertilidade, endometriose e uso de terapia de reposição hormonal com estrogênio isolado.
A nuliparidade é um fator de risco devido à teoria da ovulação incessante. Cada ovulação causa uma ruptura e reparo do epitélio ovariano, o que aumenta a chance de erros genéticos e transformação maligna ao longo do tempo. Gestações e lactação, que suspendem a ovulação, são protetoras.
Sim, o uso de contraceptivos orais combinados é um fator protetor contra o carcinoma epitelial de ovário. O efeito protetor aumenta com a duração do uso e persiste por muitos anos após a interrupção, provavelmente devido à supressão da ovulação.
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