Câncer de Orofaringe: Diagnóstico e Fatores de Risco

HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2024

Enunciado

Homem, 60 anos de idade, comparece ao ambulatório por lesão ulcerada em cavidade oral há três semanas. À oroscopia, nota-se lesão ulcerada única em tonsila palatina esquerda de 1,5cm, conforme imagem a seguir. O provável diagnóstico da lesão e os dois principais fatores de risco são, respectivamente:

Alternativas

  1. A) Carcinoma epidermoide. Etilismo e doença do refluxo gastroesofágico.
  2. B) Carcinoma epidermoide. Tabagismo e infecção por HPV.
  3. C) Adenocarcinoma. Tabagismo e etilismo.
  4. D) Adenocarcinoma. Etilismo e doença do refluxo gastroesofágico.
  5. E) Adenocarcinoma. Tabagismo e infecção por HPV

Pérola Clínica

Lesão ulcerada em tonsila + Tabagismo/HPV → Carcinoma epidermoide de orofaringe.

Resumo-Chave

O carcinoma epidermoide é o tipo mais comum de câncer de cavidade oral e orofaringe. Fatores de risco como tabagismo e infecção por HPV são cruciais para o desenvolvimento da doença, especialmente em locais como a tonsila palatina.

Contexto Educacional

O carcinoma epidermoide (CEC) é o tipo histológico mais comum de câncer de cavidade oral e orofaringe, representando cerca de 90% dos casos. A cavidade oral inclui lábios, língua, assoalho da boca, gengivas, mucosa jugal e palato duro, enquanto a orofaringe abrange as tonsilas, palato mole, base da língua e parede posterior da faringe. A detecção precoce é crucial para um melhor prognóstico, mas muitas vezes os pacientes procuram atendimento em estágios avançados devido à natureza insidiosa da doença. Os principais fatores de risco para o CEC de cavidade oral e orofaringe são o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, que atuam de forma sinérgica. Nos últimos anos, a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), especialmente o tipo 16, emergiu como um fator etiológico importante, particularmente para os tumores de orofaringe, como os que acometem as tonsilas. Pacientes com câncer de orofaringe associado ao HPV tendem a ser mais jovens, não fumantes e com melhor prognóstico. O diagnóstico definitivo é feito por biópsia da lesão. O tratamento envolve cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia, dependendo do estágio da doença. A prevenção primária, através da cessação do tabagismo e etilismo, e a vacinação contra o HPV são medidas importantes. O exame físico da cavidade oral e orofaringe deve ser rotina em consultas médicas, especialmente em pacientes com fatores de risco, para identificar lesões suspeitas precocemente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o carcinoma epidermoide de orofaringe?

Os principais fatores de risco são o tabagismo e o etilismo, que atuam de forma sinérgica. Mais recentemente, a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), especialmente o tipo 16, emergiu como um fator de risco significativo, particularmente para tumores de tonsila e base de língua.

Como se apresenta clinicamente o carcinoma epidermoide de orofaringe?

Pode se apresentar como uma úlcera persistente que não cicatriza, uma massa ou nódulo, dor local, disfagia, odinofagia, otalgia reflexa ou linfonodomegalia cervical. Lesões em tonsila, como no caso, são comuns e podem ser assintomáticas inicialmente.

Qual o papel do HPV no câncer de orofaringe?

O HPV, especialmente o tipo 16, é responsável por uma parcela crescente dos carcinomas epidermoides de orofaringe, particularmente aqueles que surgem nas tonsilas e na base da língua. Esses tumores tendem a ter um perfil molecular e prognóstico diferente dos tumores relacionados ao tabaco e álcool.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo