UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2024
Paciente de 60 anos, tabagista há 30 anos fuma um maço por dia, com lesão ulcerada e infiltrativa no assoalho da boca, há 3 meses, conforme imagem abaixo. Sobre esse caso clínico, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a principal hipótese diagnóstica (tipo histológico), a conduta e os outros importantes fatores de risco, além do tabagismo.
Lesão ulcerada infiltrativa em tabagista/etilista → Carcinoma epidermóide; biópsia é mandatória.
Em pacientes com histórico de tabagismo e etilismo, uma lesão ulcerada e infiltrativa no assoalho da boca por mais de 3 meses é altamente sugestiva de carcinoma epidermóide. A biópsia é a conduta diagnóstica padrão ouro para confirmar o tipo histológico e guiar o tratamento, sendo o HPV um fator de risco emergente para câncer oral e orofaríngeo.
O carcinoma epidermóide (ou de células escamosas) é o tipo mais comum de câncer que afeta a cavidade oral e a orofaringe, representando cerca de 90% dos casos. É uma neoplasia maligna que se origina das células escamosas que revestem a mucosa. A epidemiologia mostra uma maior incidência em homens acima de 50 anos, e sua importância clínica reside na alta morbidade e mortalidade se não diagnosticado e tratado precocemente, com impacto significativo na qualidade de vida do paciente. A fisiopatologia do carcinoma epidermóide oral está fortemente associada à exposição crônica a carcinógenos. Os principais fatores de risco são o tabagismo e o etilismo, que atuam de forma sinérgica, potencializando o dano celular. Mais recentemente, a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), especialmente os subtipos de alto risco (HPV-16 e HPV-18), tem sido reconhecida como um fator etiológico importante, particularmente para cânceres de orofaringe. O diagnóstico é feito pela suspeita clínica de lesões persistentes (úlceras, placas, massas) que não cicatrizam em 2-3 semanas, seguida obrigatoriamente por biópsia para confirmação histopatológica. O tratamento do carcinoma epidermóide oral depende do estágio da doença e pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou uma combinação dessas modalidades. O prognóstico está diretamente relacionado ao estágio no momento do diagnóstico, sendo melhor em casos precoces. A prevenção primária, através da cessação do tabagismo e etilismo, e a vacinação contra o HPV são medidas cruciais. Além disso, o exame clínico regular da cavidade oral, especialmente em grupos de risco, permite a detecção precoce e melhora significativamente as chances de cura.
Os principais fatores de risco para o carcinoma epidermóide oral incluem tabagismo (cigarro, charuto, cachimbo), etilismo (consumo excessivo de álcool), infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV, especialmente subtipos de alto risco como o 16 e 18), má higiene oral e irritação crônica da mucosa.
Diante de uma lesão suspeita de câncer de boca, a conduta inicial é a realização de uma biópsia incisional ou excisional. Este procedimento é essencial para obter o diagnóstico histopatológico definitivo, determinar o tipo de câncer e guiar o planejamento terapêutico adequado.
Lesões malignas na boca frequentemente apresentam características como ulceração persistente (mais de 2-3 semanas), endurecimento (infiltração), sangramento fácil, crescimento rápido, dor e ausência de cicatrização. Lesões benignas tendem a ser mais superficiais, bem delimitadas e podem regredir espontaneamente ou com tratamento conservador, mas a biópsia é sempre necessária para confirmação.
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