SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Um paciente de 65 anos de idade, tabagista há 40 anos, apresenta história de perda de peso (8 kg em três meses), disfagia progressiva inicialmente para sólidos e agora também para líquidos. Ele referiu também sensação de regurgitação de alimentos não digeridos. Ao exame físico, foram constatadas FC = 92 bpm, FR ≠ 18 irpm, SatO2 = 98% em ar ambiente. O exame geral mostrouse sem alterações significativas. A endoscopia digestiva alta (EDA) revelou uma lesão estenosante na porção média do esôfago, com biópsia mostrando carcinoma epidermoide. Qual é o principal fator de risco para esse tipo de neoplasia?
Disfagia progressiva + Tabagismo/Etilismo → Carcinoma Epidermoide de Esôfago.
O carcinoma epidermoide (CEC) é o tipo histológico mais comum no terço médio do esôfago, fortemente associado ao consumo crônico de tabaco e álcool.
O carcinoma epidermoide de esôfago é uma neoplasia agressiva com prognóstico frequentemente reservado devido ao diagnóstico tardio. No Brasil, é o tipo histológico predominante, refletindo a alta prevalência de tabagismo e consumo de álcool em décadas passadas. A fisiopatologia envolve a irritação crônica da mucosa esofágica, levando a displasias que progridem para o carcinoma in situ e invasor. O manejo clínico exige uma abordagem multidisciplinar. Pacientes com disfagia progressiva devem ser submetidos à EDA precocemente. O tratamento varia desde ressecção endoscópica em tumores muito precoces até esofagectomia precedida por quimiorradioterapia neoadjuvante (Protocolo CROSS) em casos localmente avançados.
O Carcinoma Epidermoide (CEC) está associado ao tabagismo, etilismo, ingestão de bebidas muito quentes e acalásia, localizando-se preferencialmente nos terços superior e médio. Já o Adenocarcinoma está intimamente ligado à Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), Esôfago de Barrett e obesidade, ocorrendo quase exclusivamente no terço distal do esôfago.
A tríade clássica consiste em disfagia progressiva (inicialmente para sólidos, evoluindo para líquidos), perda de peso significativa e regurgitação. Outros sintomas podem incluir odinofagia, dor retroesternal, anemia ferropriva por sangramento oculto e rouquidão (se houver invasão do nervo laríngeo recorrente).
O diagnóstico inicial é feito por Endoscopia Digestiva Alta (EDA) com biópsia da lesão suspeita. Após a confirmação histológica, o estadiamento envolve Tomografia Computadorizada (TC) de tórax e abdome, e preferencialmente o Ultrassom Endoscópico (Ecoendoscopia) para avaliar a profundidade da invasão na parede esofágica (T) e linfonodos regionais (N).
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