Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2026
Mulher de 58 anos, apresenta disfagia progressiva para sólidos e emagrecimento de 12 kg em 3 meses. Endoscopia digestiva alta mostra lesão vegetante em terço médio de esôfago; biópsia confirma carcinoma epidermoide. Sem metástases à distância em tomografia. Qual tratamento inicial é mais indicado?
Disfagia + emagrecimento + CEC esôfago s/ metástase → Esofagectomia + Linfadenectomia.
O carcinoma epidermoide (CEC) de esôfago em estágio ressecável e sem metástases à distância tem na esofagectomia com linfadenectomia regional o pilar do tratamento curativo.
O câncer de esôfago é uma neoplasia agressiva, frequentemente diagnosticada em estágios avançados devido à distensibilidade do órgão. O carcinoma epidermoide (CEC) é o tipo histológico mais comum mundialmente. O tratamento depende do estadiamento TNM; lesões restritas à mucosa podem ser tratadas por ressecção endoscópica, enquanto tumores localmente avançados exigem terapia multimodal. A esofagectomia (técnicas de Ivor-Lewis ou trans-hiatal) associada à linfadenectomia é o padrão para doença ressecável.
A principal indicação para esofagectomia com intenção curativa ocorre em pacientes com carcinoma epidermoide (CEC) ou adenocarcinoma localizados, sem evidência de metástases à distância (M0) e com condições clínicas favoráveis. Em tumores T2 ou superiores, ou com linfonodos positivos (N+), a quimiorradioterapia neoadjuvante (Protocolo CROSS) é frequentemente realizada antes da cirurgia para aumentar as taxas de sobrevida e controle local, embora a cirurgia permaneça o componente definitivo do tratamento curativo.
O carcinoma epidermoide (CEC) está fortemente associado ao tabagismo e etilismo, localizando-se preferencialmente nos terços superior e médio do esôfago. Já o adenocarcinoma está relacionado ao esôfago de Barrett, obesidade e refluxo gastroesofágico crônico, situando-se majoritariamente no terço distal e na transição esofagogástrica. A biópsia por endoscopia digestiva alta é o padrão-ouro para a diferenciação histopatológica entre as duas linhagens.
O estadiamento inicial exige Tomografia Computadorizada (TC) de tórax e abdome para avaliar metástases e invasão local. A Endoscopia Digestiva Alta (EDA) com biópsia confirma o diagnóstico. O Ultrassom Endoscópico (Eco-EDA) é o melhor método para avaliar a profundidade da invasão na parede (T) e linfonodos regionais (N). O PET-CT é indicado para detectar metástases ocultas em casos selecionados onde a cirurgia está sendo planejada.
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