USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2024
Homem, 80 anos, produtor rural, apresentou lesão de crescimento progressivo em região malar direita, há dois anos, conforme imagem a seguir: Biópsia realizada confirmou carcinoma epidermoide. O estadiamento com tomografia não identificou comprometimento ósseo ou de linfonodos parotídeos/cervicais. Com relação à lesão cutânea, assinale a conduta mais adequada.
CEC localizado em face, sem invasão profunda, a ressecção cirúrgica com retalho local é a conduta de escolha para excisão oncológica e reparo estético.
Para um carcinoma epidermoide cutâneo localizado na região malar, sem evidência de invasão profunda ou metástase, a ressecção cirúrgica com margens adequadas seguida de reconstrução com retalho local oferece o melhor resultado oncológico e estético-funcional.
O carcinoma epidermoide cutâneo (CEC) é o segundo câncer de pele não melanoma mais comum, frequentemente associado à exposição solar crônica. Em pacientes idosos, especialmente produtores rurais, a incidência em áreas expostas como a face é elevada. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais devido ao potencial de invasão local e metástase. O estadiamento do CEC é fundamental para guiar a conduta, avaliando o tamanho do tumor, a profundidade de invasão, o envolvimento perineural e a presença de metástases linfonodais ou à distância. No caso apresentado, a ausência de comprometimento ósseo ou linfonodal indica uma lesão localizada, o que favorece uma abordagem cirúrgica curativa. A ressecção cirúrgica com margens de segurança adequadas é o pilar do tratamento do CEC. Em lesões faciais, a reconstrução imediata é essencial para restaurar a estética e a função. Retalhos locais são frequentemente a melhor opção, pois utilizam tecido adjacente com características semelhantes, proporcionando resultados cosméticos superiores e menor morbidade em comparação com retalhos à distância ou microcirúrgicos, que são reservados para defeitos maiores ou mais complexos.
A localização na face, especialmente em áreas nobres como a região malar, exige uma abordagem que equilibre a cura oncológica com o melhor resultado estético e funcional, tornando a ressecção com reconstrução primária a preferencial.
A ressecção com retalho local permite a remoção completa da lesão com margens de segurança adequadas e a reconstrução imediata do defeito, minimizando a deformidade e preservando a função e a estética facial.
A cirurgia de Mohs é indicada para CEC em áreas de alto risco de recorrência, lesões com margens mal definidas, tumores agressivos ou em locais onde a preservação máxima de tecido é crucial, como pálpebras, nariz e lábios.
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