PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Você atende na UBS uma paciente de 40 anos, que possui prole definida, e veio mostrar o resultado do anátomo patológico de Conização com Alça de Alta Frequencia do colo do útero que apresentava o seguinte resultado: carcinoma epidermoide com invasão do estroma de 2,5mm de profundidade e 4mm de extensão sem invasão vascular e com margens comprometidas. Ela mostra também os resultados da investigação de metástase, que estão negativos. Qual o próximo passo no tratamento desta paciente?
Carcinoma epidermoide colo uterino IA1 (invasão <3mm, extensão <7mm) com margens comprometidas e prole definida → Histerectomia total.
Para carcinoma epidermoide microinvasivo (estágio IA1) do colo uterino com margens comprometidas após conização, e em paciente com prole definida, a histerectomia total é a conduta padrão, pois remove o tecido residual e oferece cura.
O carcinoma de colo uterino é uma neoplasia ginecológica comum, com o carcinoma epidermoide sendo o tipo histológico mais frequente. O estadiamento preciso, geralmente pela classificação FIGO, é crucial para definir a conduta terapêutica. A conização é um procedimento diagnóstico e terapêutico para lesões pré-invasivas e microinvasivas. Neste caso, a paciente apresenta um carcinoma epidermoide com invasão estromal de 2,5mm de profundidade e 4mm de extensão, sem invasão vascular. Isso se enquadra no estágio IA1 da FIGO (invasão estromal <3mm de profundidade e <7mm de extensão horizontal). A presença de margens comprometidas após a conização indica que pode haver doença residual. Para pacientes com prole definida e câncer de colo estágio IA1 com margens comprometidas, a histerectomia total simples é o tratamento de escolha, pois remove o útero e o colo, eliminando a doença residual. A ausência de invasão vascular e metástases negativas apoia essa conduta menos radical do que a histerectomia radical ou radioterapia, que seriam indicadas para estágios mais avançados.
Para carcinoma de colo uterino estágio IA1 com margens comprometidas, especialmente em pacientes com prole definida, a histerectomia total simples é o tratamento de escolha para remover a doença residual.
A histerectomia total é indicada após conização quando há margens comprometidas em casos de microinvasão (estágio IA1), ou em estágios mais avançados, dependendo da extensão da doença e do desejo reprodutivo da paciente.
A profundidade da invasão estromal e a presença de invasão vascular são critérios cruciais no estadiamento FIGO do câncer de colo, pois influenciam diretamente o risco de metástase e a escolha do tratamento (conservador vs. radical).
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