SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
Mulher de 50 anos procurou o ambulatório de Coloproctologia com uma fissura anal lateral, endurecida e que sangrava ao toque. O médico que a atendeu indicou uma biópsia sob anestesia. O resultado do exame anatomopatológico foi de carcinoma epidermóide de canal anal. Marque a alternativa correta em relação ao tratamento:
Carcinoma epidermoide anal → Quimiorradioterapia exclusiva como tratamento primário.
O tratamento padrão para o carcinoma epidermoide de canal anal é a quimiorradioterapia exclusiva, visando a preservação do esfíncter anal. A cirurgia (amputação abdominoperineal) é reservada para casos de falha terapêutica ou recidiva.
O carcinoma epidermoide de canal anal é uma neoplasia maligna que acomete a região do ânus, com incidência crescente, especialmente em populações de risco como imunossuprimidos. Sua apresentação clínica pode mimetizar condições benignas, como fissuras anais crônicas, o que ressalta a importância da biópsia em lesões atípicas ou não responsivas ao tratamento conservador. A fisiopatologia está frequentemente associada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). O diagnóstico é histopatológico, e o estadiamento é crucial para definir a conduta. O tratamento padrão-ouro para a maioria dos casos de carcinoma epidermoide de canal anal é a quimiorradioterapia exclusiva, conhecida como Protocolo de Nigro, que combina 5-fluorouracil e mitomicina (ou capecitabina e cisplatina) com radioterapia. Este regime visa a erradicação tumoral com a preservação do esfíncter anal, evitando a necessidade de uma colostomia permanente. A cirurgia de amputação abdominoperineal (cirurgia de Miles) é reservada para casos de falha da quimiorradioterapia, doença residual persistente ou recidiva local. O acompanhamento pós-tratamento é fundamental para detecção precoce de recorrências.
O tratamento inicial padrão para a maioria dos carcinomas epidermoides de canal anal é a quimiorradioterapia exclusiva, conhecida como Protocolo de Nigro, que busca a cura e a preservação do esfíncter anal.
A cirurgia de amputação abdominoperineal é reservada para casos de falha da quimiorradioterapia, doença residual persistente após o tratamento ou recidiva local da doença.
A quimiorradioterapia é crucial por ser um tratamento não cirúrgico que permite a preservação do esfíncter anal, evitando a necessidade de uma colostomia permanente e melhorando a qualidade de vida do paciente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo