HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2020
Durante o planejamento para tratamento de um Carcinoma Epidermoide do Anus de 2,7 cm, a primeira abordagem deveria ser:
Carcinoma epidermoide do ânus → tratamento padrão é quimiorradioterapia combinada (protocolo Nigro).
Para o carcinoma epidermoide do ânus, a quimiorradioterapia combinada é o tratamento de escolha para a maioria dos tumores, independentemente do tamanho inicial, visando a preservação do esfíncter e evitando a cirurgia mutiladora.
O carcinoma epidermoide do ânus é um câncer relativamente raro, representando cerca de 2-3% dos tumores do trato gastrointestinal inferior. Sua incidência tem aumentado, especialmente em populações de risco, como pacientes imunocomprometidos e com infecção por HPV. O tratamento padrão para a maioria dos carcinomas epidermoides do ânus, independentemente do tamanho, é a quimiorradioterapia combinada, seguindo o protocolo de Nigro. Esta abordagem visa a cura da doença com a preservação do esfíncter anal, evitando a necessidade de uma colostomia permanente. A quimioterapia (geralmente 5-fluorouracil e mitomicina C) atua como radiossensibilizador. A ressecção abdominoperineal (RAP) é uma cirurgia mutiladora e é reservada para casos de falha do tratamento inicial com quimiorradioterapia, doença residual persistente ou recorrência local. O acompanhamento pós-tratamento é crucial para monitorar a resposta e detectar precocemente qualquer recorrência.
O tratamento de primeira linha é a quimiorradioterapia combinada, conhecida como protocolo de Nigro, que utiliza radioterapia concomitante com quimioterapia à base de 5-fluorouracil e mitomicina C.
A cirurgia, como a ressecção abdominoperineal, é mutiladora e associada a estoma permanente. A quimiorradioterapia oferece altas taxas de cura com preservação do esfíncter anal e melhor qualidade de vida.
A cirurgia é geralmente reservada para casos de falha da quimiorradioterapia inicial, doença residual persistente após o tratamento ou recorrência local.
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