UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2020
Que fator de risco, dentre os abaixo, pode ser associado a carcinoma de endométrio tipo I?
Carcinoma de endométrio tipo I → associado a hiperestrogenismo sem oposição, sendo a obesidade um fator de risco chave.
O carcinoma de endométrio tipo I é o subtipo mais comum, estrogênio-dependente, e está fortemente associado a condições que cursam com hiperestrogenismo, como a obesidade, que aumenta a conversão periférica de androgênios em estrogênios.
O carcinoma de endométrio é a neoplasia ginecológica mais comum em países desenvolvidos, sendo classificado em tipo I (estrogênio-dependente) e tipo II (não estrogênio-dependente). O tipo I, responsável por 80-90% dos casos, é geralmente de baixo grau, bem diferenciado e possui um bom prognóstico, estando fortemente associado a fatores que levam ao hiperestrogenismo sem oposição da progesterona. Os fatores de risco para o carcinoma de endométrio tipo I estão intrinsecamente ligados à exposição prolongada e desequilibrada ao estrogênio. A obesidade é um fator crucial, pois o tecido adiposo atua como um local de aromatização de androgênios em estrogênios, elevando os níveis circulantes de estrogênio e estimulando a proliferação endometrial. Outros fatores incluem a síndrome dos ovários policísticos (SOP), menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade e o uso de tamoxifeno. A prevenção envolve o controle dos fatores de risco modificáveis, como a obesidade, através de mudanças no estilo de vida. O diagnóstico precoce é fundamental, sendo a biópsia endometrial o padrão ouro para confirmação. O tratamento geralmente envolve histerectomia e salpingo-ooforectomia bilateral, com estadiamento cirúrgico, e pode incluir radioterapia ou quimioterapia dependendo do estágio e grau da doença.
O tipo I é o mais comum, estrogênio-dependente, geralmente de baixo grau e bom prognóstico. O tipo II é menos comum, não estrogênio-dependente, mais agressivo, de alto grau e com pior prognóstico.
A obesidade aumenta o risco de carcinoma de endométrio tipo I porque o tecido adiposo é um local de conversão periférica de androgênios em estrogênios, elevando os níveis circulantes de estrogênio e promovendo a proliferação endometrial sem oposição da progesterona.
Outros fatores de risco incluem anovulação crônica (como na SOP), menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade, diabetes mellitus, e terapia de reposição hormonal com estrogênio isolado sem progesterona.
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