UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Assinale a alternativa que contenha apenas fatores de risco para o desenvolvimento de carcinoma de endométrio:
Carcinoma de endométrio → Hiperestrogenismo sem oposição progestagênica (TRH isolada, obesidade, anovulação crônica).
O carcinoma de endométrio está fortemente associado ao hiperestrogenismo sem oposição progestagênica, que leva à proliferação endometrial excessiva. Fatores como terapia de reposição estrogênica isolada, obesidade, diabetes e anovulação crônica aumentam esse risco.
O carcinoma de endométrio é o câncer ginecológico mais comum em países desenvolvidos, afetando principalmente mulheres na pós-menopausa. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico precoce, pois a maioria dos casos é detectada em estágios iniciais, com bom prognóstico. A identificação dos fatores de risco é crucial para a prevenção e rastreamento de pacientes de alto risco. A fisiopatologia do carcinoma de endométrio está intimamente ligada ao hiperestrogenismo prolongado e sem oposição progestagênica. Fatores que aumentam os níveis de estrogênio ou a exposição endometrial a ele incluem: terapia de reposição estrogênica isolada, obesidade (pela aromatização periférica de androgênios), diabetes mellitus (associado à resistência à insulina e hiperestrogenismo), anovulação crônica (como na SOP), menopausa tardia e nuliparidade. O conhecimento desses fatores permite aos médicos orientar as pacientes sobre modificações no estilo de vida e escolhas terapêuticas. Por exemplo, a terapia de reposição hormonal deve ser combinada com progestágenos em mulheres com útero. O tamoxifeno, embora seja um antiestrogênio na mama, age como agonista estrogênico no endométrio, aumentando o risco de câncer endometrial.
O principal mecanismo é o hiperestrogenismo prolongado e sem oposição progestagênica, que estimula a proliferação endometrial excessiva e pode levar à hiperplasia atípica e, posteriormente, ao câncer.
Em mulheres obesas, o tecido adiposo periférico converte androgênios em estrogênios (aromatização), resultando em níveis elevados de estrogênio circulante sem a devida oposição progestagênica, o que estimula o endométrio.
A terapia de reposição estrogênica isolada aumenta significativamente o risco de câncer de endométrio. Para mulheres com útero, a adição de progestágeno à TRH é essencial para proteger o endométrio da proliferação excessiva induzida pelo estrogênio.
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