UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2020
Paciente feminina, 65 anos, branca, tabagista, com queixa de sangramento vaginal há 3 meses. AP: obesidade, hipertensa, diabética, hipotireoidismo. Menopausa aos 55 anos. 4G 3P 1A. Considerando esse caso, no que se refere ao carcinoma de endométrio, a tríade clássica é caracterizada por:
Carcinoma de endométrio: sangramento pós-menopausa + obesidade, hipertensão e diabetes (tríade clássica).
A tríade clássica de obesidade, hipertensão e diabetes está fortemente associada ao carcinoma de endométrio, especialmente o tipo endometrioide, devido à relação com o hiperestrogenismo. O sangramento vaginal pós-menopausa é o sintoma de alerta mais comum.
O carcinoma de endométrio é o câncer ginecológico mais comum em países desenvolvidos, afetando principalmente mulheres pós-menopausa. Sua incidência está fortemente ligada a fatores de risco que promovem o hiperestrogenismo, como obesidade, diabetes e hipertensão, que compõem a tríade clássica. O reconhecimento desses fatores é crucial para a suspeita diagnóstica. A fisiopatologia do carcinoma de endométrio tipo endometrioide, o mais comum, está intrinsecamente ligada à exposição prolongada e desbalanceada ao estrogênio sem a oposição da progesterona. Isso leva à proliferação excessiva do endométrio, que pode evoluir para hiperplasia e, subsequentemente, para carcinoma. O sintoma de alerta mais importante é o sangramento vaginal pós-menopausa, que exige investigação imediata. O diagnóstico precoce é fundamental para um bom prognóstico. A investigação inicial geralmente envolve ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial e, se alterada, biópsia endometrial. O tratamento padrão para a maioria dos casos é a histerectomia total com salpingooforectomia bilateral, podendo ser complementada com linfadenectomia e radioterapia, dependendo do estadiamento.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, hipertensão, diabetes mellitus, menopausa tardia, nuliparidade, uso de tamoxifeno e terapia de reposição hormonal com estrogênio sem progesterona. Todos estão relacionados ao hiperestrogenismo.
O sintoma mais comum é o sangramento vaginal anormal, especialmente o sangramento pós-menopausa. Em mulheres na pré-menopausa, pode se manifestar como sangramento intermenstrual ou menorragia.
A obesidade aumenta o risco devido à conversão periférica de androgênios em estrogênios no tecido adiposo, resultando em hiperestrogenismo crônico. Este excesso de estrogênio estimula a proliferação endometrial, aumentando o risco de hiperplasia e câncer.
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