Progesterona no Câncer de Endométrio: Indicações e Resposta

UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021

Enunciado

A pan-histerectomia (histerectomia mais anexectomia bilateral) é o tratamento ideal no carcinoma do endométrio. Sobre o uso da progesterona no câncer de endométrio é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) Não está indicado nos tumores recidivantes.
  2. B) Deve ser feito mesmo em tumores receptores negativos.
  3. C) Deve ser utilizado associado ao estradiol.
  4. D) Obtém melhor resposta nos tumores bem diferenciados (G1).

Pérola Clínica

Progesterona no câncer de endométrio: melhor resposta em tumores bem diferenciados (G1), com receptores positivos, para preservar fertilidade ou em casos de recidiva.

Resumo-Chave

A terapia com progesterona é uma opção para o tratamento do carcinoma de endométrio, especialmente em casos de tumores bem diferenciados (G1), com receptores hormonais positivos, em pacientes jovens que desejam preservar a fertilidade ou em casos de doença avançada/recidivante. A resposta é significativamente melhor em tumores de baixo grau.

Contexto Educacional

O carcinoma de endométrio é o câncer ginecológico mais comum em países desenvolvidos, e a pan-histerectomia com anexectomia bilateral é o tratamento padrão para a maioria dos casos. No entanto, a terapia hormonal, especialmente com progesterona, desempenha um papel importante em situações específicas, principalmente em tumores de baixo risco e em pacientes selecionadas. A progesterona atua no endométrio induzindo a diferenciação celular e inibindo a proliferação. No contexto do câncer de endométrio, sua eficácia está diretamente relacionada à presença de receptores de progesterona nas células tumorais. Tumores bem diferenciados (grau 1 ou G1) tendem a expressar um maior número desses receptores, o que os torna mais responsivos à terapia hormonal. Por outro lado, tumores pouco diferenciados (G3) geralmente possuem poucos ou nenhum receptor, sendo menos sensíveis. A terapia com progesterona pode ser utilizada em pacientes jovens com tumores G1 que desejam preservar a fertilidade, em casos de doença avançada ou metastática, ou em pacientes com comorbidades que contraindiquem a cirurgia. É importante ressaltar que a progesterona não deve ser utilizada em tumores receptores negativos, e sua associação com estradiol não é a conduta padrão, pois o estradiol pode estimular o crescimento tumoral. A alternativa D está correta ao afirmar que a progesterona obtém melhor resposta nos tumores bem diferenciados (G1).

Perguntas Frequentes

Em quais situações a terapia com progesterona é indicada para o câncer de endométrio?

A progesterona é indicada principalmente em pacientes jovens com tumores bem diferenciados (G1) que desejam preservar a fertilidade, em casos de doença avançada ou recidivante, e em pacientes com alto risco cirúrgico.

Por que a progesterona é mais eficaz em tumores de endométrio bem diferenciados (G1)?

Tumores bem diferenciados geralmente expressam mais receptores de progesterona, tornando-os mais responsivos à terapia hormonal. A progesterona induz a diferenciação celular e a apoptose, inibindo o crescimento tumoral.

A terapia com progesterona pode ser usada em tumores de endométrio com receptores hormonais negativos?

Não, a terapia com progesterona é ineficaz em tumores com receptores hormonais negativos, pois o mecanismo de ação da progesterona depende da ligação a esses receptores para exercer seu efeito antitumoral.

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