UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021
A pan-histerectomia (histerectomia mais anexectomia bilateral) é o tratamento ideal no carcinoma do endométrio. Sobre o uso da progesterona no câncer de endométrio é CORRETO afirmar:
Progesterona no câncer de endométrio: melhor resposta em tumores bem diferenciados (G1), com receptores positivos, para preservar fertilidade ou em casos de recidiva.
A terapia com progesterona é uma opção para o tratamento do carcinoma de endométrio, especialmente em casos de tumores bem diferenciados (G1), com receptores hormonais positivos, em pacientes jovens que desejam preservar a fertilidade ou em casos de doença avançada/recidivante. A resposta é significativamente melhor em tumores de baixo grau.
O carcinoma de endométrio é o câncer ginecológico mais comum em países desenvolvidos, e a pan-histerectomia com anexectomia bilateral é o tratamento padrão para a maioria dos casos. No entanto, a terapia hormonal, especialmente com progesterona, desempenha um papel importante em situações específicas, principalmente em tumores de baixo risco e em pacientes selecionadas. A progesterona atua no endométrio induzindo a diferenciação celular e inibindo a proliferação. No contexto do câncer de endométrio, sua eficácia está diretamente relacionada à presença de receptores de progesterona nas células tumorais. Tumores bem diferenciados (grau 1 ou G1) tendem a expressar um maior número desses receptores, o que os torna mais responsivos à terapia hormonal. Por outro lado, tumores pouco diferenciados (G3) geralmente possuem poucos ou nenhum receptor, sendo menos sensíveis. A terapia com progesterona pode ser utilizada em pacientes jovens com tumores G1 que desejam preservar a fertilidade, em casos de doença avançada ou metastática, ou em pacientes com comorbidades que contraindiquem a cirurgia. É importante ressaltar que a progesterona não deve ser utilizada em tumores receptores negativos, e sua associação com estradiol não é a conduta padrão, pois o estradiol pode estimular o crescimento tumoral. A alternativa D está correta ao afirmar que a progesterona obtém melhor resposta nos tumores bem diferenciados (G1).
A progesterona é indicada principalmente em pacientes jovens com tumores bem diferenciados (G1) que desejam preservar a fertilidade, em casos de doença avançada ou recidivante, e em pacientes com alto risco cirúrgico.
Tumores bem diferenciados geralmente expressam mais receptores de progesterona, tornando-os mais responsivos à terapia hormonal. A progesterona induz a diferenciação celular e a apoptose, inibindo o crescimento tumoral.
Não, a terapia com progesterona é ineficaz em tumores com receptores hormonais negativos, pois o mecanismo de ação da progesterona depende da ligação a esses receptores para exercer seu efeito antitumoral.
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