HSL Copacabana - Hospital São Lucas Copacabana (RJ) — Prova 2021
Sobre o estadiamento do carcinoma de endométrio é correto afirmar:
Carcinoma de endométrio Estágio I = tumor limitado ao corpo uterino, mesmo com acometimento glandular endocervical.
O estadiamento do carcinoma de endométrio é cirúrgico e baseado na classificação FIGO. É fundamental diferenciar o acometimento glandular endocervical (que mantém o estágio I) da invasão do estroma cervical (que eleva para estágio II), pois isso impacta diretamente a conduta e o prognóstico.
O carcinoma de endométrio é o câncer ginecológico mais comum em países desenvolvidos, afetando principalmente mulheres na pós-menopausa. Seu estadiamento é fundamental para determinar o prognóstico e guiar o tratamento, que é predominantemente cirúrgico. A classificação mais utilizada é a da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), que é um estadiamento cirúrgico-patológico. A compreensão detalhada de cada estágio é vital para residentes. O Estágio I é caracterizado pelo tumor limitado ao corpo do útero, sendo subdividido em IA (invasão menor que a metade do miométrio) e IB (invasão maior ou igual à metade do miométrio). É importante notar que o acometimento glandular endocervical (sem invasão do estroma) ainda se enquadra no Estágio I. O Estágio II envolve a invasão do estroma cervical, mas sem extensão além do útero. Os estágios mais avançados incluem o Estágio III (invasão da serosa, anexos, vagina, paramétrio ou linfonodos pélvicos/para-aórticos) e o Estágio IV (invasão da bexiga/reto ou metástases à distância). A cirurgia para estadiamento geralmente inclui histerectomia total, salpingo-ooforectomia bilateral e linfadenectomia pélvica e para-aórtica. O conhecimento preciso desses critérios é essencial para a tomada de decisão clínica e para a aprovação em provas de residência.
O estadiamento cirúrgico é crucial porque permite a avaliação precisa da extensão da doença, incluindo invasão miometrial, acometimento cervical, linfonodal e metástases, o que direciona o tratamento adjuvante e o prognóstico.
O Estágio I é limitado ao corpo do útero, subdividido pela profundidade da invasão miometrial. O Estágio II envolve a invasão do estroma cervical, mas sem extensão além do útero, sendo um fator prognóstico mais desfavorável.
Os principais fatores prognósticos incluem o grau histológico do tumor, o tipo histológico (ex: seroso, células claras), a profundidade da invasão miometrial, o acometimento do estroma cervical, a presença de metástases linfonodais e a idade da paciente.
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