UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2021
Mulher de 62 anos foi submetida a histerectomia total + salpingooforectomia bilateral por via laparoscópica. Histopatológico da peça cirúrgica: carcinoma endometrial tipo endometrioide, grau de diferenciação nuclear 1, estádio FIGO IA.A conduta é:
Carcinoma endometrial endometrioide G1 FIGO IA pós-histerectomia → baixo risco, conduta é seguimento clínico.
O carcinoma endometrial tipo endometrioide, grau 1, estádio FIGO IA, é considerado de baixo risco para recorrência. Nesses casos, a cirurgia (histerectomia total e salpingooforectomia bilateral) é geralmente curativa, e não há indicação para terapia adjuvante (radioterapia, braquiterapia ou quimioterapia), sendo o seguimento clínico a conduta adequada.
O carcinoma endometrial é o câncer ginecológico mais comum em países desenvolvidos, afetando principalmente mulheres pós-menopausa. O tipo endometrioide é o mais frequente e geralmente apresenta melhor prognóstico. O estadiamento é cirúrgico, sendo o sistema FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia) o padrão ouro para determinar a extensão da doença e guiar o tratamento. O caso apresentado descreve um carcinoma endometrial tipo endometrioide, grau de diferenciação nuclear 1 (G1), e estádio FIGO IA. Este perfil indica um tumor de baixo risco, confinado ao útero e com invasão miometrial mínima ou ausente. A histerectomia total e salpingooforectomia bilateral são os pilares do tratamento cirúrgico e, para este grupo de baixo risco, são frequentemente curativas. Para pacientes com carcinoma endometrial de baixo risco (FIGO IA, G1, tipo endometrioide), a conduta padrão após a cirurgia é o seguimento oncológico com observância clínica. Não há benefício comprovado na adição de terapias adjuvantes como radioterapia (incluindo braquiterapia) ou quimioterapia, que poderiam expor a paciente a efeitos adversos desnecessários. O seguimento visa detectar precocemente qualquer recorrência, embora rara neste cenário.
O estádio FIGO IA é definido quando o tumor está confinado ao endométrio ou invade menos da metade do miométrio, sem invasão cervical, linfonodal ou metástases à distância.
Para o carcinoma endometrial tipo endometrioide, grau 1, estádio FIGO IA, o risco de recorrência é muito baixo após a cirurgia. A terapia adjuvante não demonstrou benefício significativo na sobrevida ou na prevenção de recorrência nesses casos, e os riscos dos efeitos colaterais superam os potenciais benefícios.
O seguimento geralmente envolve exames clínicos periódicos, incluindo exame pélvico e avaliação de sintomas, com frequência decrescente ao longo do tempo. Exames de imagem ou marcadores tumorais não são rotineiramente recomendados para pacientes de baixo risco.
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