AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020
Adolescente de 15 anos, com dor abdominal há um mês. Ao exame físico observa-se uma massa palpável em baixo ventre, de cerca de 15cm, com superfície irregular. Tomografia mostra uma massa irregular, com componentes sólidos e císticos, envolvendo o ovário direito. Exames laboratoriais revelam dosagem de alfafetoproteína e beta-HCG elevados. Qual seria o diagnóstico mais provável?
Massa ovariana em adolescente + AFP e β-HCG elevados → Carcinoma embrionário (tumor de células germinativas).
A elevação conjunta de alfafetoproteína (AFP) e beta-HCG em uma adolescente com massa ovariana complexa (sólido-cística) é altamente sugestiva de um tumor de células germinativas, sendo o carcinoma embrionário a principal hipótese diagnóstica que cursa com ambos os marcadores elevados.
Os tumores de células germinativas representam uma parcela significativa das neoplasias ovarianas em adolescentes e mulheres jovens. O carcinoma embrionário é um subtipo agressivo desses tumores, caracterizado por sua capacidade de produzir múltiplos marcadores tumorais. A apresentação clínica geralmente envolve dor abdominal, massa palpável e, em alguns casos, sintomas relacionados à produção hormonal. O diagnóstico é fortemente sugerido pela presença de uma massa ovariana complexa (com componentes sólidos e císticos) em exames de imagem e, crucialmente, pela elevação de marcadores tumorais específicos. No caso do carcinoma embrionário, a elevação conjunta de alfafetoproteína (AFP) e beta-HCG é um achado distintivo. O manejo envolve cirurgia para ressecção da massa e estadiamento, seguida frequentemente por quimioterapia adjuvante devido à natureza agressiva desses tumores. O reconhecimento rápido do perfil de marcadores é vital para o diagnóstico e tratamento adequados.
O carcinoma embrionário pode apresentar elevação tanto da alfafetoproteína (AFP) quanto do beta-HCG (β-HCG), o que o diferencia de outros tumores de células germinativas.
A diferenciação é feita pela combinação de idade da paciente, características da massa (sólida/cística) e, principalmente, o perfil dos marcadores tumorais específicos de cada tipo de tumor.
A tomografia ou ressonância magnética são cruciais para caracterizar a massa (tamanho, componentes sólidos/císticos, envolvimento de estruturas adjacentes) e auxiliar no estadiamento pré-operatório.
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