Carcinoma Ductal In Situ: Conduta e Tratamento Atualizado

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2026

Enunciado

Mulher, 42 anos de idade, assintomática, faz mamografia que mostrou microcalcificações agrupadas e pleomórficas no quadrante superior externo, com cerca de 1 cm de extensão. A biópsia por mamotomia foi compatível com carcinoma ductal in situ. Nesse momento, indica-se:

Alternativas

  1. A) Mastectomia simples.
  2. B) Hormonioterapia neoadjuvante.
  3. C) Radioterapia exclusiva.
  4. D) Cirurgia conservadora e radioterapia.
  5. E) Setorectomia com biópsia de linfonodo sentinela.

Pérola Clínica

CDIS < 4cm + localizado → Cirurgia conservadora + Radioterapia (padrão-ouro para reduzir recidiva).

Resumo-Chave

O tratamento do CDIS foca no controle local. A cirurgia conservadora associada à radioterapia reduz o risco de recorrência invasiva e in situ em cerca de 50%.

Contexto Educacional

O Carcinoma Ductal In Situ (CDIS) representa uma proliferação de células malignas epiteliais que não ultrapassaram a membrana basal. Com o advento do rastreamento mamográfico, sua incidência aumentou, manifestando-se tipicamente como microcalcificações pleomórficas agrupadas. O objetivo do tratamento é prevenir a progressão para câncer invasivo. A escolha entre cirurgia conservadora (setorectomia/quadrantectomia) e mastectomia depende do tamanho da lesão e da relação mama-tumor. A radioterapia é mandatória após a conservação para garantir o controle local. Em casos de tumores com receptores hormonais positivos, o uso de tamoxifeno pode ser considerado para reduzir o risco de eventos futuros na mama ipsilateral e contralateral, especialmente em pacientes jovens.

Perguntas Frequentes

Quando indicar mastectomia no Carcinoma Ductal In Situ?

A mastectomia é indicada no CDIS em situações específicas: doença multicêntrica (focos em quadrantes diferentes), lesões extensas em relação ao volume da mama que impediriam um resultado cosmético aceitável, impossibilidade de obter margens livres com cirurgia conservadora ou contraindicação absoluta à radioterapia adjuvante (como gravidez ou doenças do colágeno específicas).

Qual o papel da radioterapia após a cirurgia conservadora no CDIS?

A radioterapia adjuvante é o padrão após a cirurgia conservadora para CDIS. Grandes estudos randomizados demonstraram que a adição da radioterapia reduz significativamente o risco de recorrência local na mama ipsilateral, tanto de novo CDIS quanto de carcinoma invasivo. Embora não altere a sobrevida global (que já é excelente no CDIS), ela é fundamental para a preservação mamária a longo prazo.

A biópsia de linfonodo sentinela é necessária no CDIS?

Não é recomendada rotineiramente para cirurgias conservadoras de CDIS puro, pois o risco de metástase linfonodal é inferior a 1%. No entanto, deve ser realizada se o paciente for submetido à mastectomia (pois não será possível realizar o procedimento posteriormente se a patologia final revelar invasão) ou se houver forte suspeita clínica/radiológica de microinvasão (lesões muito extensas ou massas palpáveis).

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