UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Mulher, 63 anos, notou, há 2 meses, um nódulo em mama direita que nunca havia palpado antes. Exame físico: mamas de médio volume; nódulo de 2cm em quadrante superior externo (QSE) da mama direita, indolor, pouco móvel e de consistência endurecida; axilas sem linfonodopatias palpáveis. Mamografia de alta resolução: nódulo espiculado de 2cm no QSE da mama direita (categoria BIRADS 5). Core biópsia do nódulo: compatível com carcinoma ductal infiltrante de mama, com receptores fortemente positivos para estrogênio e progesterona, baixo índice de proliferação celular e grau histológico 1. Indicada a quadrantectomia de mama direita com pesquisa de linfonodo sentinela. Além do procedimento cirúrgico, pode-se afirmar que está indicado obrigatoriamente:
Câncer de mama luminal A (ER/PR+, Ki-67 baixo, grau 1) pós-cirurgia → Hormonioterapia + Radioterapia.
Em câncer de mama com receptores hormonais positivos e baixo índice de proliferação (Luminal A), a hormonioterapia é essencial para reduzir o risco de recorrência. A radioterapia pós-quadrantectomia é padrão para reduzir a recorrência local.
O carcinoma ductal infiltrante de mama é o tipo mais comum de câncer de mama, representando cerca de 70-80% de todos os casos. A identificação precoce e o tratamento adequado são cruciais para o prognóstico. A caracterização molecular do tumor, incluindo a expressão de receptores hormonais (estrogênio e progesterona) e HER2, é fundamental para guiar a terapia adjuvante. A paciente apresenta um tumor Luminal A (RE/RP fortemente positivos, baixo Ki-67, grau histológico 1), que é um subtipo com bom prognóstico e alta sensibilidade à hormonioterapia. Após a cirurgia conservadora (quadrantectomia), a radioterapia é um componente essencial do tratamento adjuvante para reduzir o risco de recorrência local na mama. A conduta obrigatória, além da cirurgia, inclui a hormonioterapia, que atua bloqueando os receptores hormonais e inibindo o crescimento das células tumorais, e a radioterapia, que erradica células tumorais residuais na mama. A quimioterapia não é indicada obrigatoriamente neste cenário de baixo risco e subtipo Luminal A, especialmente com baixo índice de proliferação.
A hormonioterapia é indicada para pacientes com câncer de mama que expressam receptores de estrogênio (RE) e/ou progesterona (RP) em suas células tumorais, independentemente do estadiamento, para bloquear o estímulo hormonal ao crescimento tumoral.
A radioterapia pós-quadrantectomia é indicada para reduzir o risco de recorrência local na mama, mesmo em casos de margens cirúrgicas negativas, pois a cirurgia conservadora, por si só, não remove todo o tecido mamário.
A classificação molecular (Luminal A, Luminal B, HER2-positivo, Triplo Negativo) guia a escolha do tratamento adjuvante. Tumores Luminal A (RE/RP+, HER2-, Ki-67 baixo) respondem bem à hormonioterapia, enquanto outros subtipos podem exigir quimioterapia ou terapia anti-HER2.
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