HFCF - Hospital Federal Cardoso Fontes (RJ) — Prova 2015
Dentre os tumores malignos da mama, o tipo histológico mais frequente é:
Câncer de mama mais comum = Carcinoma Ductal Infiltrante (CDI).
O carcinoma ductal infiltrante (CDI) é o tipo histológico mais comum de câncer de mama, representando a maioria dos casos invasivos. Ele se origina nos ductos mamários e tem características clínicas e prognósticas distintas de outros tipos.
O câncer de mama é a neoplasia maligna mais comum entre as mulheres, excluindo os tumores de pele não melanoma, e uma das principais causas de morte por câncer. Compreender seus diferentes tipos histológicos é fundamental para o diagnóstico, prognóstico e tratamento adequados. O carcinoma ductal infiltrante (CDI), também conhecido como carcinoma invasivo sem tipo especial, é o tipo histológico mais prevalente, respondendo por cerca de 70-80% de todos os cânceres de mama invasivos. Ele se origina nas células que revestem os ductos de leite e tem a capacidade de invadir os tecidos circundantes e metastatizar. Outros tipos incluem o carcinoma lobular infiltrante, que é o segundo mais comum, e tipos mais raros como o medular, mucinoso e tubular. Para o residente, é essencial reconhecer o CDI como o tipo mais frequente e entender suas implicações clínicas. O conhecimento dos diferentes subtipos histológicos e suas características é crucial para a interpretação de laudos patológicos e para a discussão de planos terapêuticos multidisciplinares, impactando diretamente a sobrevida e a qualidade de vida das pacientes.
O carcinoma ductal in situ (CDIS) é uma lesão pré-invasiva onde as células cancerosas estão confinadas aos ductos mamários. Já o carcinoma ductal infiltrante (CDI) é invasivo, com células que romperam a membrana basal e se espalharam para o tecido mamário circundante.
O CDI pode se apresentar como um nódulo palpável, alterações na pele da mama (retração, eritema), descarga papilar ou ser detectado em exames de imagem como mamografia e ultrassonografia, geralmente com características de malignidade.
O subtipo histológico, juntamente com outros fatores como estadiamento, grau histológico e expressão de receptores hormonais e HER2, é crucial para determinar o prognóstico e guiar as opções de tratamento, incluindo cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapia-alvo.
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