FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2023
Paciente diagnosticado com metástases hepáticas múltiplas de carcinoma colorretal. NÃO configura fator de mau prognóstico:
Metástase hepática colorretal: lesão metacrônica (tardia >12 meses) é fator de BOM prognóstico.
No contexto de metástases hepáticas de carcinoma colorretal, o surgimento tardio da lesão metastática (geralmente após 12 meses do diagnóstico do tumor primário, caracterizando doença metacrônica) é considerado um fator de bom prognóstico, indicando uma biologia tumoral menos agressiva e maior chance de sucesso terapêutico.
As metástases hepáticas são a principal causa de morte em pacientes com carcinoma colorretal, sendo encontradas em até 50% dos casos. A ressecção cirúrgica é a única chance de cura para esses pacientes, mas a seleção é crucial e baseada em diversos fatores prognósticos. Compreender esses fatores é essencial para o planejamento terapêutico e para informar o paciente sobre o curso da doença. Fatores de mau prognóstico incluem a presença de doença sincrônica (metástases presentes no diagnóstico do tumor primário), múltiplas lesões hepáticas, margens cirúrgicas positivas após ressecção, invasão neoplásica de órgãos adjacentes, níveis elevados de CEA pré-operatório e uma biologia tumoral mais agressiva. A Razão Neutrófilo-Linfócito (RNL) elevada (>5) é um marcador de inflamação sistêmica que também tem sido associado a um pior prognóstico em pacientes oncológicos. Por outro lado, o surgimento metacrônico das metástases (ou seja, após um período livre de doença, geralmente >12 meses do diagnóstico do tumor primário) é considerado um fator de bom prognóstico. Isso sugere uma biologia tumoral menos agressiva e, consequentemente, uma maior chance de sucesso com o tratamento cirúrgico e/ou sistêmico. O manejo desses pacientes exige uma abordagem multidisciplinar, envolvendo oncologistas, cirurgiões e radiologistas.
Fatores de mau prognóstico incluem doença sincrônica, múltiplas lesões, margens cirúrgicas positivas, invasão de órgãos adjacentes, níveis elevados de CEA pré-operatório e uma Razão Neutrófilo-Linfócito (RNL) elevada.
Metástase sincrônica é diagnosticada concomitantemente ou até 6 meses após o tumor primário, indicando pior prognóstico. Metástase metacrônica surge após 6-12 meses ou mais, geralmente associada a um prognóstico mais favorável devido a uma biologia tumoral menos agressiva.
A RNL é um marcador de inflamação sistêmica. Uma RNL elevada (>5) está associada a um pior prognóstico em diversos tipos de câncer, incluindo o colorretal com metástases hepáticas, indicando uma resposta inflamatória que pode promover o crescimento tumoral.
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