SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025
A respeito dos fatores de risco, diagnóstico e sintomatologia do carcinoma colorretal, é verdadeiro afirmar:
Aspirina, AINEs e reposição hormonal pós-menopausa são fatores protetores contra carcinoma colorretal.
O carcinoma colorretal possui fatores de risco modificáveis e protetores bem estabelecidos. O CEA não deve ser usado para diagnóstico ou exclusão devido à baixa sensibilidade inicial.
O carcinoma colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns e a compreensão de sua patogênese envolve a sequência adenoma-carcinoma. Fatores dietéticos, obesidade e sedentarismo aumentam o risco, enquanto o uso de AINEs e reposição hormonal são citados como protetores em contextos específicos. O diagnóstico padrão-ouro permanece sendo a colonoscopia com biópsia. A sintomatologia varia conforme a localização: lesões à direita costumam causar anemia ferropriva e sintomas constitucionais, enquanto lesões à esquerda tendem a causar alteração do hábito intestinal e obstrução. O conhecimento sobre o rastreamento em populações de risco aumentado (história familiar de câncer ou pólipos) é frequentemente cobrado em exames de residência.
O Antígeno Carcinoembrionário (CEA) possui baixa sensibilidade e especificidade para o diagnóstico precoce do carcinoma colorretal. Sua principal utilidade clínica reside no acompanhamento pós-operatório para detecção de recidiva tumoral e na avaliação da resposta terapêutica. Ele não deve ser utilizado como ferramenta de triagem ou para excluir a doença em pacientes sintomáticos, pois níveis normais não garantem a ausência de neoplasia, especialmente em estágios iniciais.
Estudos epidemiológicos e ensaios clínicos demonstram que o uso regular de aspirina e outros anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) está associado a uma redução na incidência de adenomas e carcinoma colorretal, provavelmente via inibição da COX-2. Além disso, a terapia de reposição hormonal em mulheres pós-menopausa também demonstrou um efeito protetor, embora os riscos e benefícios devam ser individualizados devido a outros efeitos sistêmicos dessas medicações.
A presença de familiares de primeiro grau com história de pólipos adenomatosos (especialmente se avançados ou diagnosticados antes dos 60 anos) confere um risco aumentado para o desenvolvimento de carcinoma colorretal, de forma semelhante à história familiar de câncer propriamente dito. Nesses casos, as diretrizes recomendam iniciar o rastreamento mais precocemente, geralmente aos 40 anos ou 10 anos antes do diagnóstico do familiar afetado.
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