Câncer de Colo Uterino IB1: Tratamento Cirúrgico Ideal

USP/Ribeirão Preto - Exame Revalida — Prova 2019

Enunciado

Mulher de 32 anos de idade, G4P4A0, com diagnóstico histológico de carcinoma espinocelular do colo uterino estágio IB1 (FIGO). Qual das alternativas abaixo apresenta a proposta terapêutica mais adequada?

Alternativas

  1. A) Histerectomia radical + salpingooforectomia bilateral + linfadenectomia pélvica e/ou para-aórtica.
  2. B) Esquema de radioterapia externa / quimioterapia + Braquiterapia de alta dose.
  3. C) Histerectomia radical + salpingectomia bilateral + linfadenectomia pélvica e/ou para-aórtica.
  4. D) Quimioterapia neoadjuvante seguido de histerectomia radical + linfadenectomia pélvica e/ou para-aórtica.

Pérola Clínica

Carcinoma colo uterino IB1 → Histerectomia radical + linfadenectomia pélvica, com preservação ovariana possível em jovens.

Resumo-Chave

Para carcinoma espinocelular do colo uterino estágio IB1 em mulher jovem, a histerectomia radical (tipo III de Piver-Rutledge ou C1 de Querleu-Morrow) com linfadenectomia pélvica é a conduta cirúrgica padrão. A salpingectomia bilateral é comum, mas a preservação ovariana é uma opção importante a ser discutida com pacientes jovens.

Contexto Educacional

O carcinoma de colo uterino é uma das neoplasias ginecológicas mais comuns, e seu manejo depende do estadiamento, que é determinado pela Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO). O estágio IB1 refere-se a um tumor invasivo confinado ao colo uterino, com tamanho igual ou inferior a 4 cm, sem evidência de disseminação para os paramétrios ou metástases à distância. Para este estágio, a cirurgia é a modalidade de tratamento primária e curativa para a maioria das pacientes. A proposta terapêutica mais adequada para o carcinoma de colo uterino estágio IB1 em uma paciente jovem é a histerectomia radical (geralmente tipo III de Piver-Rutledge ou C1 de Querleu-Morrow), que envolve a remoção do útero, colo uterino, paramétrios e o terço superior da vagina. Além disso, a linfadenectomia pélvica é essencial para avaliar o comprometimento linfonodal, que é um fator prognóstico importante. A salpingectomia bilateral (remoção das tubas uterinas) é frequentemente realizada em conjunto. Um ponto crucial para pacientes jovens é a discussão sobre a preservação ovariana. Se os ovários não estiverem comprometidos pela doença, é possível preservá-los para manter a função hormonal e evitar a menopausa cirúrgica precoce, o que melhora significativamente a qualidade de vida. A salpingooforectomia bilateral (remoção de ovários e tubas) não é uma conduta rotineira para este estágio em pacientes jovens, a menos que haja indicação específica. A quimioterapia neoadjuvante ou radioterapia são consideradas em estágios mais avançados ou em casos de fatores de risco pós-cirúrgicos.

Perguntas Frequentes

O que significa o estágio IB1 para câncer de colo uterino?

O estágio IB1 (FIGO) refere-se a um tumor confinado ao colo uterino, visível macroscopicamente, com tamanho ≤ 4 cm na maior dimensão, sem invasão parametrial ou metástase à distância.

Qual a diferença entre histerectomia radical e histerectomia total?

A histerectomia total remove o útero e o colo. A histerectomia radical, além disso, remove os paramétrios (tecido ao redor do colo uterino), o terço superior da vagina e os linfonodos pélvicos, sendo indicada para câncer invasivo.

É possível preservar os ovários em pacientes jovens com câncer de colo uterino IB1?

Sim, em pacientes jovens com desejo de preservar a função ovariana e sem evidência de doença ovariana, a preservação dos ovários pode ser realizada, transpondo-os para fora do campo de radiação, se esta for necessária posteriormente.

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