UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2020
Uma mulher de 52 anos apresenta carcinoma de colo uterino. No exame especular visualiza-se massa no colo de 5 cm, invadindo 2 cm da parte superior da vagina à esquerda. Biópsia revela invasão estromal maior que 3 mm. Toque vaginal e retal: paramétrios livres. Todos os demais exames indicados para estadiamento estão normais. Assinale a alternativa que indica, respectivamente, o estadiamento clínico (FIGO) e o tratamento indicado.
Carcinoma de colo uterino com invasão vaginal superior (sem paramétrios) = FIGO IIA, geralmente tratado com cirurgia.
O estadiamento do carcinoma de colo uterino é clínico, baseado na classificação FIGO. A invasão da parte superior da vagina sem comprometimento dos paramétrios classifica a doença como Estágio IIA. Para este estágio, a cirurgia (histerectomia radical) é uma opção de tratamento primário, especialmente em pacientes com condições clínicas favoráveis.
O carcinoma de colo uterino é uma neoplasia ginecológica comum, com o Papilomavírus Humano (HPV) sendo o principal fator etiológico. O estadiamento é crucial para determinar o prognóstico e a conduta terapêutica, sendo realizado clinicamente de acordo com a classificação da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO). A avaliação inclui exame físico, toque vaginal e retal, especuloscopia e, por vezes, exames de imagem para avaliar a extensão da doença. A fisiopatologia envolve a progressão de lesões pré-malignas (NIC) para carcinoma invasivo. O estadiamento FIGO é baseado na extensão anatômica do tumor. No caso apresentado, a invasão da parte superior da vagina (2 cm) sem comprometimento dos paramétrios é a chave para classificar como Estágio IIA. A invasão estromal maior que 3 mm já caracteriza um carcinoma invasivo. O tratamento para o carcinoma de colo uterino Estágio IIA é predominantemente cirúrgico, através da histerectomia radical (tipo III de Piver-Wertheim) com linfadenectomia pélvica. A radioterapia é reservada para estágios mais avançados (IIB em diante) ou como terapia adjuvante em casos de fatores de risco. A escolha do tratamento deve ser individualizada, considerando o tamanho do tumor, a idade da paciente, comorbidades e desejo reprodutivo.
O Estágio IIA é caracterizado pela invasão da vagina, mas sem extensão para os paramétrios. Pode ser IIA1 (tumor < 4 cm) ou IIA2 (tumor > 4 cm).
Para o Estágio IIA, o tratamento primário geralmente é a histerectomia radical com linfadenectomia pélvica. Em casos de tumores maiores (IIA2) ou contraindicações cirúrgicas, a radioterapia com quimioterapia concomitante pode ser considerada.
A invasão dos paramétrios classifica o tumor como Estágio IIB, e o tratamento padrão para este estágio é a radioterapia externa com quimioterapia concomitante, pois a cirurgia radical não é mais eficaz devido à disseminação local.
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