AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022
Nas pacientes diagnosticadas com carcinoma do colo uterino, a opção de tratamento inicial mais adequada, varia de acordo com o estadiamento clínico. Sobre esta situação selecione a opção correta.I - Histerectomia total é o tratamento recomendado para pacientes que apresentam tumor com invasão de até 3 mm, sem invasão linfática e vascular, e sem dissecção linfonodal, pois o risco de metástases linfonodais é < 1%.II - Para tumores com invasão acima de 3 mm ou com invasão linfática e vascular, o tratamento de rotina deve ser a histerectomia radical associada à técnica do linfonodo sentinela ou linfadenectomia pélvica bilateral, pois o risco de metástases linfonodais é de cerca de 5%.III - A conização pode ser uma opção para pacientes que desejam manter a fertilidade, mas que apresentam tumores com invasão menor que 3 mm, sem invasão linfática e vascular, e margens livres.
Carcinoma de colo uterino: tratamento varia conforme estadiamento, de conização (preservação fertilidade) a histerectomia radical com linfadenectomia.
O tratamento do carcinoma de colo uterino é individualizado e depende do estadiamento clínico. Lesões microinvasivas (IA1, <3mm de invasão, sem invasão linfovascular) podem ser tratadas com histerectomia total simples ou conização para preservação da fertilidade. Lesões com maior invasão (IA2, IB1) requerem histerectomia radical com linfadenectomia pélvica ou linfonodo sentinela.
O carcinoma do colo uterino é uma neoplasia ginecológica importante, com o tratamento variando amplamente de acordo com o estadiamento clínico, que é determinado pela classificação FIGO. A escolha da terapia inicial é crucial para o sucesso do tratamento e para a qualidade de vida da paciente, especialmente em relação à preservação da fertilidade. Para lesões microinvasivas (estágio IA1, com invasão estromal menor ou igual a 3 mm, sem invasão linfática ou vascular), a histerectomia total simples pode ser suficiente, com baixo risco de metástases linfonodais. Nesses casos, a conização cervical com margens livres pode ser uma alternativa para pacientes que desejam manter a fertilidade. Em tumores com maior invasão (estágio IA2, IB1, com invasão maior que 3 mm ou presença de invasão linfática/vascular), o tratamento padrão é a histerectomia radical (tipo II ou III) associada à linfadenectomia pélvica bilateral ou à técnica do linfonodo sentinela. A avaliação do linfonodo sentinela tem ganhado espaço para reduzir a morbidade da linfadenectomia completa, mantendo a acurácia do estadiamento.
A conização pode ser uma opção para pacientes com tumores microinvasivos (invasão menor que 3 mm), sem invasão linfática ou vascular, com margens livres, que desejam preservar a fertilidade.
A histerectomia total remove o útero e o colo. A histerectomia radical, além do útero e colo, remove os paramétrios, terço superior da vagina e, geralmente, é associada à linfadenectomia pélvica.
A presença de invasão linfática e vascular aumenta significativamente o risco de metástases linfonodais, influenciando a necessidade de linfadenectomia e o prognóstico da paciente.
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