IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2023
O carcinoma do colo uterino é bastante prevalente no Brasil, sendo mais preponderante nas regiões mais pobres. Apesar dessa alta prevalência, o diagnóstico precoce é maior a cada dia, em razão da propedêutica e da conscientização da população na busca pelos exames. Acerca dessa neoplasia, assinale a alternativa correta.
Infecção persistente por HPV de alto risco = principal fator etiológico para câncer de colo uterino.
A infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV) é o fator de risco mais importante e necessário para o desenvolvimento de lesões intraepiteliais de alto grau (NIC 2/3) e, consequentemente, do carcinoma do colo uterino. Embora outros fatores possam modular o risco, o HPV é o agente etiológico primário.
O carcinoma do colo uterino representa um grave problema de saúde pública no Brasil, especialmente em regiões com menor desenvolvimento socioeconômico. A compreensão de sua etiologia, fatores de risco e estratégias de prevenção e rastreamento é vital para todos os profissionais de saúde, em particular para residentes de Ginecologia e Obstetrícia, e Medicina de Família e Comunidade. A boa notícia é que, por ser uma doença de progressão lenta e com um agente etiológico bem definido, o diagnóstico precoce e a prevenção são altamente eficazes. O ponto central na patogênese do câncer de colo uterino é a infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). O HPV é o principal fator de risco e é considerado um fator necessário, embora não suficiente, para o desenvolvimento da neoplasia. A maioria das infecções por HPV é transitória e regride espontaneamente, mas a persistência da infecção por tipos de alto risco (como HPV 16 e 18) pode levar ao desenvolvimento de lesões intraepiteliais de baixo grau (NIC 1), que podem progredir para lesões de alto grau (NIC 2/3) e, eventualmente, para o câncer invasivo. O rastreamento através do exame Papanicolau (citologia oncótica) e, mais recentemente, o teste de HPV, são as principais ferramentas para o diagnóstico precoce das lesões pré-cancerígenas. A vacinação contra o HPV, disponível para adolescentes, representa a estratégia de prevenção primária mais eficaz. O tratamento do câncer de colo uterino varia conforme o estágio da doença, podendo incluir conização, histerectomia, radioterapia e quimioterapia. A conscientização da população e a organização dos serviços de saúde para o rastreamento e tratamento são cruciais para reduzir a incidência e mortalidade por essa neoplasia.
Os tipos de HPV de alto risco mais associados ao câncer de colo uterino são o HPV 16 e o HPV 18, responsáveis por aproximadamente 70% dos casos. Outros tipos de alto risco incluem 31, 33, 45, 52 e 58.
Outros fatores de risco incluem sexarca precoce, múltiplos parceiros sexuais, tabagismo, imunossupressão (HIV), multiparidade e uso prolongado de contraceptivos orais. Estes são considerados cofatores que facilitam a persistência da infecção por HPV.
O tipo histológico mais comum é o carcinoma epidermoide (ou escamoso), responsável por cerca de 80-90% dos casos. O adenocarcinoma representa a maioria dos casos restantes.
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