CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2011
Qual a alternativa correta com relação ao preparo dos tecidos para análise histopatológica?
Suspeita de carcinoma sebáceo → cortes por congelação (preservação de lipídios).
A fixação em formol a 10% é o padrão-ouro, mas dissolve gorduras. O carcinoma sebáceo exige cortes por congelação para demonstrar lipídios intracitoplasmáticos.
O preparo adequado de tecidos é o pilar do diagnóstico anatomopatológico. Enquanto a fixação em formol atende à maioria das necessidades clínicas, patologias específicas exigem protocolos diferenciados. Na oftalmopatologia, o carcinoma sebáceo é um desafio diagnóstico devido à sua capacidade de mimetizar condições benignas (como calázio crônico). A solicitação de biópsia com técnica de congelação é mandatória quando se busca identificar a presença de gordura intracitoplasmática. Além disso, a compreensão das limitações da imuno-histoquímica e dos artefatos de técnica é essencial para o patologista e para o cirurgião. Erros na fixação (tempo insuficiente ou excessivo) ou escolha inadequada do fixador (como o uso de álcool, que causa retração tecidual excessiva) podem comprometer a análise de margens cirúrgicas e a identificação de biomarcadores prognósticos.
O carcinoma de células sebáceas é um tumor produtor de lipídios. No processamento histológico convencional, o tecido passa por solventes orgânicos (como o xilol) que dissolvem as gorduras. A técnica de congelação evita o uso desses solventes, permitindo a preservação dos lipídios intracelulares, que podem então ser corados por métodos específicos como o Oil Red O ou Sudan IV para confirmar a linhagem sebácea.
O formol a 10% (formaldeído a 4%) é o fixador universal na anatomia patológica. Ele atua criando pontes cruzadas entre proteínas, preservando a morfologia tecidual e impedindo a autólise. O tamponamento é crucial para evitar a formação de pigmento formalínico (artefato), que pode mimetizar pigmentos endógenos como a melanina, dificultando a análise microscópica.
Não. A imuno-histoquímica é capaz de detectar antígenos localizados em diversos compartimentos celulares, incluindo a membrana citoplasmática (superfície), o citoplasma, organelas específicas e o núcleo. A localização do sinal é fundamental para o diagnóstico; por exemplo, a marcação nuclear de Ki-67 indica proliferação celular, enquanto a marcação citoplasmática de citoqueratinas indica linhagem epitelial.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo