SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
O carcinoma de células renais (CCR) localizado é tratado em sua maior parte por nefrectomia radical ou parcial, entretanto, existem algumas particularidades em relação ao tratamento da doença localizada. Para alcançar a cura no CCR localizado, recomenda-se cirurgia e:
CCR T2 + rim único/DRC → Nefrectomia Parcial se tecnicamente viável para preservar função renal.
A nefrectomia parcial é o padrão-ouro para tumores T1a e deve ser priorizada em tumores maiores (T1b/T2) quando há necessidade de preservação de néfrons (rim único ou DRC).
O tratamento do carcinoma de células renais (CCR) localizado evoluiu significativamente para a preservação de parênquima renal. Enquanto a nefrectomia radical era a norma, a nefrectomia parcial demonstrou superioridade funcional sem perda de eficácia oncológica em tumores pequenos. Em tumores maiores (T2), a decisão entre radical e parcial depende da localização do tumor, complexidade técnica (avaliada por escores como RENAL) e status da função renal basal do paciente. Além da técnica cirúrgica, o manejo moderno considera a vigilância ativa para lesões muito pequenas em pacientes idosos ou com comorbidades graves. A linfadenectomia regional também é reservada para casos com linfonodos suspeitos ao exame de imagem, não sendo recomendada de forma profilática em doença confinada ao órgão, conforme demonstrado em grandes ensaios clínicos.
A nefrectomia parcial é preferível em tumores T1a (até 4cm) e deve ser considerada em tumores T1b ou T2 em situações de rim único, tumores bilaterais ou doença renal crônica pré-existente, desde que a ressecção completa com margens negativas seja tecnicamente viável. O objetivo é a preservação da função renal sem comprometer o desfecho oncológico.
Para tumores T1a (≤ 4 cm), a nefrectomia parcial é o tratamento padrão recomendado pelas principais diretrizes (EAU/AUA), pois oferece resultados oncológicos equivalentes à nefrectomia radical com a vantagem de reduzir o risco de desenvolvimento de doença renal crônica a longo prazo.
Não. A adrenalectomia ipsilateral não é mais realizada rotineiramente. Ela só é recomendada se houver evidência clínica ou radiológica de invasão direta da glândula adrenal pelo tumor ou se houver metástase adrenal suspeita.
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