Tratamento do Carcinoma de Células Renais Localizado

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025

Enunciado

O carcinoma de células renais (CCR) localizado é tratado em sua maior parte por nefrectomia radical ou parcial, entretanto, existem algumas particularidades em relação ao tratamento da doença localizada. Para alcançar a cura no CCR localizado, recomenda-se cirurgia e:

Alternativas

  1. A) Oferecer nefrectomia parcial (NP) a pacientes com tumores de até 4 cm (T1a).
  2. B) Oferecer nefrectomia parcial (NP) a pacientes com tumores T2 e rim único ou doença renal crônica, se for tecnicamente viável.
  3. C) Realizar adrenalectomia ipsilateral, mesmo sem evidência clínica de invasão da glândula, adrenal para tumores volumosos (maior 10 cm).
  4. D) Realizar dissecção extensa de linfonodos para pacientes com doença confinada a órgãos com lesões renais múltiplas.

Pérola Clínica

CCR T2 + rim único/DRC → Nefrectomia Parcial se tecnicamente viável para preservar função renal.

Resumo-Chave

A nefrectomia parcial é o padrão-ouro para tumores T1a e deve ser priorizada em tumores maiores (T1b/T2) quando há necessidade de preservação de néfrons (rim único ou DRC).

Contexto Educacional

O tratamento do carcinoma de células renais (CCR) localizado evoluiu significativamente para a preservação de parênquima renal. Enquanto a nefrectomia radical era a norma, a nefrectomia parcial demonstrou superioridade funcional sem perda de eficácia oncológica em tumores pequenos. Em tumores maiores (T2), a decisão entre radical e parcial depende da localização do tumor, complexidade técnica (avaliada por escores como RENAL) e status da função renal basal do paciente. Além da técnica cirúrgica, o manejo moderno considera a vigilância ativa para lesões muito pequenas em pacientes idosos ou com comorbidades graves. A linfadenectomia regional também é reservada para casos com linfonodos suspeitos ao exame de imagem, não sendo recomendada de forma profilática em doença confinada ao órgão, conforme demonstrado em grandes ensaios clínicos.

Perguntas Frequentes

Quando a nefrectomia parcial é preferível à radical?

A nefrectomia parcial é preferível em tumores T1a (até 4cm) e deve ser considerada em tumores T1b ou T2 em situações de rim único, tumores bilaterais ou doença renal crônica pré-existente, desde que a ressecção completa com margens negativas seja tecnicamente viável. O objetivo é a preservação da função renal sem comprometer o desfecho oncológico.

Qual a conduta para tumores T1a?

Para tumores T1a (≤ 4 cm), a nefrectomia parcial é o tratamento padrão recomendado pelas principais diretrizes (EAU/AUA), pois oferece resultados oncológicos equivalentes à nefrectomia radical com a vantagem de reduzir o risco de desenvolvimento de doença renal crônica a longo prazo.

A adrenalectomia é obrigatória na nefrectomia radical?

Não. A adrenalectomia ipsilateral não é mais realizada rotineiramente. Ela só é recomendada se houver evidência clínica ou radiológica de invasão direta da glândula adrenal pelo tumor ou se houver metástase adrenal suspeita.

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