UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025
Mulher, 58a, tabagista e hipertensa, sem outras comorbidades, realizou exames de rotina. Ultrassonografia de abdome: presença de lesão nodular hiperecogênica, de 2cm, em rim esquerdo. Encaminhada para avaliação especializada, foi realizada tomografia computadorizada de abdômen com contraste: lesão nodular sólida, exofítica, anterior, sem componente gorduroso associado, em polo superior de rim esquerdo, medindo 2,9x2,0x2,6cm (LxAPxT), com intenso realce pelo meio de contraste na fase arterial. O TRATAMENTO INDICADO PARA ESTA PACIENTE É:
Lesão renal sólida <4cm com realce arterial em idoso → Nefrectomia parcial ou ablação (CCR).
A descrição da lesão (sólida, exofítica, intenso realce arterial, sem gordura) em uma paciente de 58 anos com fatores de risco (tabagismo, hipertensão) é altamente sugestiva de carcinoma de células renais (CCR). Para tumores renais pequenos (<4cm), a nefrectomia parcial é o tratamento padrão ouro, visando preservar o parênquima renal. Em pacientes com comorbidades ou risco cirúrgico elevado, terapias ablativas (crioablação, ablação por radiofrequência) podem ser consideradas.
O carcinoma de células renais (CCR) é o tipo mais comum de câncer de rim em adultos, representando cerca de 90% das neoplasias renais. Sua incidência tem aumentado, em parte devido ao uso mais frequente de exames de imagem, que detectam incidentalomas renais. Fatores de risco incluem tabagismo, obesidade, hipertensão e doença renal cística adquirida. A detecção precoce é fundamental para um melhor prognóstico. A avaliação de uma massa renal geralmente começa com ultrassonografia, seguida por tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) com contraste para caracterização. Lesões sólidas com realce significativo pelo contraste, como descrito na questão, são altamente suspeitas de CCR. A biópsia renal pode ser considerada em casos selecionados, mas muitas vezes a decisão de tratamento é baseada nas características de imagem e no perfil do paciente. Para tumores renais pequenos (T1a, <4cm), a nefrectomia parcial é o tratamento padrão ouro, oferecendo excelentes resultados oncológicos e preservando a função renal. Em pacientes com comorbidades significativas, idade avançada ou alto risco cirúrgico, as terapias ablativas (crioablação ou ablação por radiofrequência) são opções eficazes e menos invasivas. A vigilância ativa pode ser considerada para tumores muito pequenos em pacientes idosos ou com expectativa de vida limitada.
Lesões renais que sugerem malignidade geralmente são sólidas, apresentam realce significativo após contraste (especialmente na fase arterial), têm margens irregulares ou espiculadas, e podem ter componentes necróticos ou hemorrágicos.
A nefrectomia parcial é a principal indicação para tumores renais pequenos (geralmente <4cm), especialmente quando localizados perifericamente, com o objetivo de preservar o máximo de parênquima renal funcionante e reduzir o risco de doença renal crônica.
Terapias ablativas, como crioablação ou ablação por radiofrequência, são consideradas para tumores renais pequenos em pacientes com alto risco cirúrgico, comorbidades significativas, ou rim único, oferecendo uma alternativa minimamente invasiva à cirurgia.
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